A necessidade da pulverização aérea
A aplicação aérea de defensivos agrícolas requer treinamento obrigatório
Foto: Nadia Borges
A pulverização aérea de defensivos agrícolas é controversa na agricultura brasileira devido a preocupações com saúde e meio ambiente. Apesar disso, essa prática, com 76 anos de uso, desempenha um papel crucial na produção sustentável de alimentos, fibras e energia limpa. Em culturas altas e irrigadas, como milho, cana e arroz, a aplicação aérea é a opção mais eficaz para proteger as plantações contra pragas e doenças.
“A pulverização aérea está diretamente atrelada a Aviação Agrícola e aos drones. A primeira operação aeroagrícola no Brasil aconteceu em Pelotas, Rio Grande do Sul. Na ocasião, em 1947, foi utilizado um avião com um sistema improvisado de pulverização com o objetivo de combater uma praga de gafanhotos responsável pela destruição de diversas culturas na região. Até hoje, essa praga é motivo de grandes preocupações em diversos países, mobilizando governos e outros agentes públicos”, afirma Roberto Araújo, Lider de Sustentabilidade e Stewardship da CropLife Brasil.
A aplicação aérea de defensivos agrícolas requer treinamento obrigatório para pilotos e operadores, garantindo que sejam qualificados para operar aviões agrícolas ou drones. Além disso, é essencial contar com profissionais habilitados, como agrônomos, engenheiros florestais ou técnicos agrícolas, que emitem a receita agronômica e supervisionam as pulverizações. Eles garantem que as condições meteorológicas estejam adequadas (temperatura, vento e umidade) para uma aplicação segura e correta, determinando o defensivo apropriado e se a pulverização aérea é a melhor opção para a situação.
“Em um mundo com uma demanda crescente por produtos agrícolas e uma população que não para de crescer e aumentar a expectativa de vida, é preciso que agricultor brasileiro tenha alternativas tecnológicas para aumentar sua produtividade e competitividade no campo. As modernas aeronaves agrícolas tripuladas e não tripuladas, como os drones, estão cada dia mais seguras e confiáveis, e fazem parte das soluções para o desenvolvimento agrícola sustentável”, conclui.