ABIC premia os melhores do Programa de Qualidade do Café
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Agronegócio

ABIC premia os melhores do Programa de Qualidade do Café

Os melhores em 2011 são produzidos por duas indústrias paulistas e uma mineira
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Pelo quinto ano consecutivo, a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café premia as empresas que tiveram seus produtos melhor avaliados no PQC – Programa de Qualidade do Café, nas categorias Tradicional, Superior e Gourmet. Lançado no final de 2004, esse programa é hoje o maior e mais abrangente sistema certificação da qualidade para café torrado e moído em todo o mundo, visto que as demais certificações atestam a qualidade da matéria-prima, o grão verde, e não o produto após ser industrializado.


Contando hoje com 434 marcas certificadas e monitoradas permanentemente pela ABIC, o PQC tem auxiliado as empresas a diferenciarem suas marcas, focando nichos específicos, o que tem influenciado positivamente no crescimento do mercado interno, dada a melhoria contínua da qualidade do café à disposição dos consumidores de todas as classes e rendas. Essa é a estratégia do PQC: aumentar a demanda a partir da total satisfação dos clientes seja qual for a categoria de produtos.

Os melhores cafés do PQC em 2011 são produzidos por duas indústrias paulistas e uma mineira. Na categoria Melhor Gourmet, o vencedor foi o Café Morro Grande Expresso, produzido pela Torrefação Noivacolinenses, de Piracicaba (SP). Na categoria Melhor Superior, o vencedor foi o Café do Produtor, em grão torrado para moinho, da indústria mineira Prata dos Santos, de Uberaba. E o Melhor Tradicional foi o Café Serra da Grama Intenso, produzido pela torrefadora Café Serra da Grama, de São Sebastião da Grama (SP).

“Mais que uma premiação, a inclusão da marca no rol dos Melhores do PQC destaca os esforços dessas indústrias em manter e melhorar os seus produtos, atendendo a Norma de Qualidade Recomendável e as Boas Práticas de Fabricação de Cafés Torrado em Grão e Cafés Torrados e Moídos”, diz o presidente da ABIC, Américo Sato, comemorando o fato de as empresas premiadas serem de porte médio e atuação regional. “Isso mostra que elas estão investindo em tecnologia, na aquisição de boas matérias-primas e no controle da qualidade final”.


Vantagens em cadeia

O objetivo do PQC é incentivar que as indústrias diferenciem seus produtos em qualidade e preço. Para as empresas, a vantagem está na possibilidade de melhor focar seu negócio, lançando ou reposicionando suas marcas de acordo com o perfil de seus consumidores. Para o varejo, é um diferencial importante que permite ofertar cafés certificados e uma garantia no quesito Segurança Alimentar. Para os consumidores, as categorias têm um papel também educativo: fazê-los descobrir que café não é tudo igual, mas que existem diferenças inclusive entre as marcas produzidas por uma mesma empresa, e que existem marcas para todos os gostos e bolsos.

O programa é gerenciado pelo Instituto Totum (organismo certificador credenciado e especializado na gestão da qualidade), e é de adesão voluntária, cabendo à torrefadora indicar qual a categoria pretendida para sua marca. O que determina a categoria do produto é a Nota de Qualidade Global do Café na Xícara, conferida em uma escala de 0 a 10 por experientes profissionais em avaliação sensorial.


Para Cafés Tradicionais, a nota deve ser igual ou superior a 4,5; para Cafés Superiores, nota igual ou superior a 6,0 pontos e até 7,2; e Cafés Gourmets nota igual ou superior e 7,3 até 10. Os produtos são avaliados em provas cegas (sem identificação da marcas) e a nota é dada ao conjunto de atributos: aroma, sabor, corpo, finalização, equilíbrio e doçura.


Os Melhores Cafés do PQC em 2011 obtiveram as seguintes notas: o Café Morro Grande Expresso, venceu na categoria Gourmet com a nota 8,0; o Café do Produtor, em grão torrado para moinho, conquistou a nota 7,2 na categoria Superior (máxima), e o Serra da Grama Intenso, a nota 6,4 na categoria Tradicional (o que permitiria à empresa posicionar a marca no mercado como um produto Superior).

Monitoramento

As marcas participantes do PQC e autorizadas a estampar na embalagem os Símbolos da
Rotulagem das Características do Café ABIC, são monitoradas continuamente, num sistema similar ao do Selo de Pureza, certificação pioneira na área de alimentos e bebidas, lançada pela ABIC em 1989 e ativa até hoje: os produtos são coletados no varejo e avaliados sensorialmente. Essa auditoria permite que as indústrias acompanhem a evolução da qualidade de suas marcas, corrigindo possíveis falhas e até alterando a categoria de atuação.

Ao se inscreverem no PQC, as indústrias passam também a ter auditados os seus parques fabris, para avaliação das instalações, condições de trabalho e de toda a linha de processo industrial.

Para Américo Sato, o PQC consolida-se como elo de confiança entre a indústria e os consumidores e pretende avançar sobre as questões básicas para uma verdadeira oferta de produtos melhores. “Por isso a adesão ao programa significa um comprometimento da empresa com a adoção de padrões de qualidade da matéria-prima, manutenção de sabor ao longo do tempo, além de boas práticas de fabricação. O grande diferencial é a melhoria contínua e a briga pelo melhor produto com um preço mais justo”. A intenção do programa, diz o presidente, é aumentar a sensação de sabor que se tem ao tomar uma xícara de café. “O brasileiro tem o direito de tomar um bom café”, conclui.


Mais informações sobre o PQC e demais programas da ABIC, assim como a relação de todas as marcas certificadas, podem ser acessadas no site www.abic.com.br.

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