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Absorventes sustentável são feitos a partir do bagaço da cana-de-açúcar

710 meninas vivem em casa que não tem banheiro. Você faz ideia do que isso tem a ver com a cana-de-açúcar?


Foto: Divulgação

Texto: CorrespondenteIara Siqueira 

No Brasil, o número de mulheres que residem em casas sem coleta de esgoto saltou de 26,9 milhões para 41,4 milhões, de acordo com o estudo Saneamento e a Vida Mulher. Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que 710 meninas vivem em casa que não tem banheiro. Você faz ideia do que isso tem a ver com a cana-de-açúcar? O bagaço especificamente. 

As estudantes do ensino médio da rede Sesi (Serviço Social da Indústria) em Naviraí, Mato Grosso do Sul, são as fundadoras do projeto EVA, elas criaram um absorvente natural produzido com o bagaço da cana-de-açúcar e usaram o tecido de soja na confecção do absorvente a fim de combater a pobreza menstrual (nome dado à falta de acesso aos produtos de higiene no período de menstruação). 

O projeto de iniciação científica é composto por duas camadas, o tecido de fibra de soja, absorve o sangue, e a segunda camada feita de bagaço de cana-de-açúcar, trigo e água, que impermeabiliza vazamento. O absorvente sustentável, feito a partir de os materiais biodegradáveis irá cooperar com o meio ambiente e promover o acesso a produtos de higiene menstrual a todas as mulheres. 
 

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