Acordo amplia integração no agro e biocombustíveis
A conclusão da transação está condicionada ao aval do Cade
A transação une a experiência da Summit Agricultural Group, acionista da FS, à estrutura da AMAGGI - Foto: Divulgação
A movimentação entre empresas do agronegócio reforça a aproximação entre a produção de grãos, a industrialização agrícola e o avanço dos biocombustíveis no Brasil. O acordo envolve a aquisição de uma participação relevante em uma companhia de etanol de milho e ainda depende da aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras.
A AMAGGI assinou acordo para adquirir 40% do capital social da FS, operação protocolada junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A conclusão da transação está condicionada ao aval do Cade. Com raízes em Mato Grosso, as duas companhias têm trajetórias ligadas à inovação, à expansão sustentável e ao fortalecimento da cadeia agrícola.
A FS foi pioneira na produção de etanol de milho no Brasil e consolidou atuação em biocombustíveis e nutrição animal. A empresa iniciou suas atividades em 2017 e, desde então, multiplicou seu porte, entrando em novo ciclo de expansão. No acumulado de 12 meses até dezembro de 2025, a receita líquida alcançou R$ 12,8 bilhões. Atualmente, a companhia processa mais de 6 milhões de toneladas de milho por ano safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol, além de 2,2 milhões de toneladas de DDG, proteína de milho destinada à nutrição animal.
A AMAGGI, fundada em 1977, atua em várias etapas do agronegócio, como produção agrícola, originação, processamento e comercialização de grãos e insumos, transporte, operações portuárias e geração de energia renovável. A companhia comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras no mundo, sendo 1,7 milhão de toneladas produzidas em fazendas próprias, e mantém relacionamento com cerca de 5,6 mil produtores rurais.
A transação une a experiência da Summit Agricultural Group, acionista da FS, à estrutura da AMAGGI na cadeia de grãos. O foco está em apoiar o crescimento da FS e capturar sinergias em originação de milho, logística e exportações. Para a AMAGGI, o movimento representa continuidade da estratégia de industrialização e verticalização, além de ampliar a diversificação do portfólio com a entrada no setor de etanol de milho.