Adubo orgânico avança com registro de marca
O adubo é vendido em embalagens de um e dois quilos
O adubo é vendido em embalagens de um e dois quilos - Foto: Canva
A produção de fertilizantes orgânicos ganha espaço à medida que agricultores e consumidores buscam alternativas para nutrir plantas, hortas e cultivos de forma compatível com sistemas de produção certificados. No Rio Grande do Sul, um adubo produzido a partir de resíduos da criação orgânica de aves avançou também na formalização comercial, com o registro de sua marca junto ao órgão responsável pela propriedade industrial.
O Sítio Gigante, certificado pela Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (RAMA), recebeu do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o certificado de registro da marca Titica. O fertilizante é atestado para agricultura orgânica e utiliza como matéria-prima esterco e cama de aviário provenientes da produção orgânica de ovos realizada em Viamão. A produção anual gira em torno de 40 toneladas.
O adubo é vendido em embalagens de um e dois quilos, com presença em floriculturas, casas agropecuárias e nas feiras orgânicas realizadas às quartas-feiras e aos sábados, no bairro Menino Deus. Também está disponível em lojas das redes Zaffari, Bourbon, Cestto Atacadista e Viezzer Supermercados, além das plataformas da Magalu e Leroy Merlin para consumidores de outros estados. Segundo o produtor Eduardo Gigante, a intenção é ampliar a distribuição para novos parceiros.
A trajetória do produto começou após a implantação da produção de ovos, em 2019, e da certificação orgânica obtida em 2020. Em 2021, a procura de produtores ligados à RAMA por adubo para suas lavouras e os pedidos de consumidores interessados em fertilizar vasos e pequenas hortas indicaram potencial comercial para o produto. O projeto ganhou estrutura a partir de 2023, com a contratação da engenheira agrônoma Luciane Costa, responsável pelo início do processo de registro do fertilizante.