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Agricultores do alto Paranaíba estão satisfeitos com a safra de cebola

A produtividade e o preço agradam o produtor


Agricultores da região do alto Paranaíba, em Minas Gerais, estão satisfeitos com a safra de cebola. A produtividade e o preço agradam o produtor.

Minas Gerais é o sexto maior produtor de cebola do país. A cultura ocupa cerca de 2,3 mil hectares, que devem render este ano cerca de 120 mil toneladas. Entre as cidades que se destacam está Perdizes, no alto Paranaíba. São quase oito mil toneladas por ano.

O agricultor Jair Varaldo quis aproveitar o bom momento. Ele aumentou a área plantada. “No ano passado, eu trabalhei com 22 hectares. Esse ano, aumentei para 38”, disse.

Para garantir melhores preços o produtor adiantou em 20 dias a colheita da safra plantada em fevereiro. Segundo o agrônomo Araquém Toledo Pires, o saco de 20 quilos está sendo vendido a uma média de R$ 25 graças aos problemas que a Argentina vem sofrendo com a cultura.

“A cebola brasileira está melhor em qualidade do que a cebola argentina. A Argentina está com muitos problemas de transporte. Como eles tiveram problemas de controle fitossanitário, eles estão precisando repassar essa cebola e está tendo uma perda muito grande”, explicou Pires.

A cebola está bonita e melhor, rendendo mais. São cerca de 50 toneladas por hectare. São dez toneladas a mais do que na última safra. O clima ajudou e seu Jair está rindo a toa. “Esse ano superou na produção e no preço. Então, a gente acaba ficando bem mais feliz do que no ano passado”, comemora.

Quem também ganha são os responsáveis pela colheita. Diferente de outras culturas, colhedeira não entra na plantação de cebola. O trabalho é todo manual.

Como o mercado é exigente, são necessários alguns cuidados. Um deles é a aparência. Por isso, a cebola também passa por beneficiamento. O caminhão chega ao barracão e os funcionários já começam a tirar a sujeira e separar as cebolas consideradas impróprias para o comércio. Mas da produção nada é descartado. Elas são classificadas por tamanho de um a cinco.

“Toda cebola tem seu valor. A caixa três é mais procurada. Depois, vêm as caixas dois e quatro”, disse seu Jair.

Oitenta por cento da cebola produzida na região é classificada como de tipo três, considerada a de melhor qualidade.

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