Europa "atrasada" em agricultura de precisão: Entenda
A conectividade ainda aparece como obstáculo à digitalização rural
A conectividade ainda aparece como obstáculo à digitalização rural - Foto: Pixabay
A agricultura de precisão segue limitada nas propriedades europeias, apesar de ter registrado um certo avanço. Em 2023, cerca de 18% das explorações agrícolas com Superfície Agrícola Utilizada adotavam alguma tecnologia ou prática ligada a esse modelo. Apesar da baixa participação, essas propriedades concentravam 44% de toda a área agrícola utilizada da União Europeia, sinal de que as ferramentas estão mais presentes em explorações de maior dimensão.
Entre as soluções utilizadas estão a robótica aplicada a tratamentos fitossanitários, a pulverização localizada, a aplicação variável de fertilizantes e outros insumos, o monitoramento de culturas e a análise de solos. Essas tecnologias utilizam dados obtidos por sensores, satélites e GPS para ajustar operações conforme as características de cada área.
Segundo o Eurostat, a adoção varia bastante entre os países. Luxemburgo, Finlândia e Estônia tinham mais de 75% da área agrícola administrada por explorações que utilizavam agricultura de precisão. No Chipre, a taxa era de cerca de 1%, enquanto Grécia e Romênia ficavam entre 10% e 15%. Em Portugal, o índice se aproximava de 40%.
A conectividade ainda aparece como obstáculo à digitalização rural. Apenas 43% das explorações agrícolas da UE tinham acesso à internet em 2023, deixando 57% sem conexão. Dinamarca, Alemanha, Eslováquia, Letônia, República Tcheca e Áustria registravam taxas superiores a 90%. Na gestão digital, cerca de 11% dos agricultores utilizavam sistemas de informação, enquanto a França se destacava com índice próximo de 60%. A robótica agrícola autônoma ainda tinha presença restrita, alcançando aproximadamente 7% das explorações.