Agroceres compra a Unacau e amplia plantio de palmito na Bahia
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Agronegócio

Agroceres compra a Unacau e amplia plantio de palmito na Bahia

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A Inaceres Ltda., joint-venture entre a Agroceres e a equatoriana Inaexpo, está ampliando o cultivo de palmito no sul da Bahia. A área plantada vai mais do que dobrar com a compra da divisão de palmito pupunha da Unacau, fechada na semana passada. O valor do negócio foi de R$ 9 milhões, segundo informa o diretor da Inaceres, Ricardo Araújo Ribeiral.

Nos últimos anos cresce muito no mercado internacional a demanda pelo palmito cultivado (pupunha) enquanto para o silvestre a situação é oposta, informa Ribeiral. "O palmito cultivado é ecologicamente correto e tem qualidade uniforme", diz.

A Unacau, que atua nos setores de cacau, café e palmito, é uma tradicional companhia baiana e uma das maiores produtoras de palmito cultivado do País. A sede da empresa fica no município de Una, no sul da Bahia, com 400 hectares de palmito pupunha plantados. A Inaceres, com fábrica em Uruçuca, a 30 quilômetros de Ilhéus, tem 300 hectares cultivados. Com a aquisição, ela aumenta a capacidade de produção e venda para 10 mil caixas por mês o equivalente a 80 contêineres por ano de palmito pupunha e assume a liderança na produção e comercialização no Brasil.

Produção integrada

A previsão da Inaceres é aumentar ainda mais o plantio da matéria-prima, segundo informa Ribeiral. Em dez anos, a produção deverá oscilar em 5 mil hectares e para tal a empresa iniciou programa para atrair produtores da região que trabalharão em regime de integração.

O foco da Inaceres é o mercado interno, mas aproximadamente 20% da produção será destinada ao exterior. Com a aquisição, a capacidade de produção de palmito drenado será de 540 toneladas por ano.

As exportações mundiais de palmito cultivado totalizam algo em torno de US$ 140 milhões e a Inaexpo, do Grupo Pronaca, é líder mundial com quase 30% de participação. Há pouco mais de dez anos, no início dos anos 90, as vendas de palmito pupunha totalizavam apenas US$ 12 milhões, o que significa que em pouco mais de dez anos o mercado cresceu qua-se doze vezes.

Em volume, as exportações do palmito cultivado somaram 2.010 contêineres em 2003, em relação a 170 embarcados em 1990. Já palmito natural (o mais famoso era da palmeira juçara) caiu para atuais 450 contêineres em relação a 1.500 no início da década passada.

O Brasil liderou por anos as exportações de palmito silvestre, mas desde 1990 perdeu a liderança para o Equador e a Costa Rica, que em pouco tempo iniciaram a produção em grande escala. Em apenas sete anos, o Brasil passou de 36% do mercado mundial para atuais 11%.

O Grupo Agroceres atua nos setores de genética de aves e suína; iscas formicidas; nutrição animal e palmito e fatura R$ 260 milhões por ano. Já o Grupo Pronaca, que atua no setor de alimentos, fatura cerca de US$ 230 milhões.


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