Algodão sobe com seca nos EUA e fundos comprados
Risco climático americano e exportações firmes sustentam recuperação
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O algodão teve forte recuperação em abril, com alta média de 13% na Bolsa de Nova York. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, os preços chegaram a 74,8 centavos de dólar por libra-peso, sustentados por seca nos Estados Unidos, petróleo valorizado e mudança na posição dos fundos.
A seca persistente em áreas produtoras americanas, especialmente no Texas, aumentou o risco de abandono de lavouras e reduziu a percepção de oferta confortável. O clima adverso dificultou o preparo do solo e o início do plantio em parte do cinturão do algodão.
O petróleo em patamares mais altos também ajudou a fibra natural. Com o produto mais valorizado, o algodão melhora sua competitividade relativa frente ao poliéster, derivado do petróleo.
No Brasil, os preços acompanharam a alta externa e foram sustentados pela demanda pela pluma nacional. Em Rondonópolis, a média de abril avançou 7,7% ante março, para R$ 3,70 por libra-peso.
As exportações seguiram em ritmo elevado, reduzindo a oferta disponível no mercado interno. Ainda assim, o câmbio e o balanço global relativamente confortável limitaram ganhos maiores.
Para 2026/27, o cenário é de oferta global mais ajustada. A posição dos fundos também mudou de forma relevante, com passagem de posição vendida para comprada, o que reforçou o movimento de valorização no curto prazo.