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Algodão tem alívio após alta da pluma

Com isso, a pluma reagiu de cerca de US$¢ 60 para perto de US$¢ 80 por libra-peso


Com isso, a pluma reagiu de cerca de US$¢ 60 para perto de US$¢ 80 por libra-peso Com isso, a pluma reagiu de cerca de US$¢ 60 para perto de US$¢ 80 por libra-peso - Foto: Canva

Os mercados agrícolas e de energia seguem em ambiente de forte volatilidade, com mudanças rápidas nas expectativas de preços, custos e políticas públicas. Segundo a Veeries, poucos mercados mudaram tanto nas últimas semanas quanto o do algodão, que passou de um cenário de margens pressionadas e previsão de queda de área para uma perspectiva menos negativa.

Até o início do ano, os preços da pluma estavam nos menores patamares dos últimos anos, enquanto as margens do produtor brasileiro encolhiam de forma expressiva. A consultoria projetava uma redução de 8% na área da próxima safra em relação a 2024/25. A guerra no Irã chegou a ampliar as preocupações, ao provocar alta nos preços dos nitrogenados. Depois, porém, a elevação do petróleo reduziu a competitividade de fibras sintéticas, como o poliéster, e o clima seco no Texas aumentou as projeções de abandono de área nos Estados Unidos.

Com isso, a pluma reagiu de cerca de US$¢ 60 para perto de US$¢ 80 por libra-peso, movimento que trouxe algum alívio às margens. A avaliação, no entanto, é que o cenário ainda está distante de um ciclo favorável, embora já permita projetar manutenção da área plantada. Uma queda adicional dos nitrogenados até o fim do ano poderia melhorar a formação de custos do algodão safrinha.

Na Argentina, o governo apresentou um cronograma de redução das retenciones sobre os principais produtos agrícolas. A medida atende parcialmente a uma promessa de campanha de Javier Milei, que não prevê zerar os tributos no atual mandato, mas indica novas reduções em caso de reeleição. A dúvida é como os produtores vão reagir, já que alíquotas menores podem estimular investimentos, mas também incentivar a postergação das vendas de soja.

Nos mercados internacionais, conflitos seguem no radar. Na guerra comercial entre Estados Unidos e China, Pequim não confirmou compromisso de compras agrícolas divulgado pela Casa Branca. No Oriente Médio, o estreito de Ormuz continua fechado, sem acordo concreto de paz, mantendo oscilações no petróleo.

No Brasil, o setor de biodiesel aguarda definição sobre a elevação da mistura de 15% para 16%. O governo formalizou testes que podem levar a mistura a até 25%, com custos divididos entre as usinas.
 

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