Analista aponta avanço nas compras de insumos
No mercado de fertilizantes, mais de 80% das compras já foram realizadas
No mercado de fertilizantes, mais de 80% das compras já foram realizadas - Foto: Divulgação
O mercado de insumos para a safra 2026/27 avança para a reta final em grande parte do país, enquanto os preços da soja voltam a sentir pressão no mercado internacional. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, os contratos em Chicago devolveram parte dos ganhos da semana passada após a melhora do clima nos Estados Unidos e movimentos de realização de lucros.
O contrato de março do próximo ano chegou a superar US$ 12,60 por bushel, mas recuou para a faixa de US$ 12,15, queda superior a 40 centavos de dólar. Mesmo com a correção, a relação de troca ficou mais acessível para alguns insumos, especialmente os defensivos.
No mercado de fertilizantes, mais de 80% das compras já foram realizadas no Brasil. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná avançaram, enquanto Minas Gerais e São Paulo ainda mantêm algum déficit. O saldo restante é estimado entre 15% e 20%, considerando uma redução no tamanho total do mercado.
A projeção é de que o consumo de fósforo no país registre queda superior a 15%. Apesar disso, as negociações evoluíram bem nos últimos 30 dias e devem manter ritmo por mais um mês, principalmente para fertilizantes e sementes.
Nos defensivos, cerca de 65% das compras para a soja 2026/27 já foram fechadas, nível semelhante ao do ano passado. Fungicidas e inseticidas estão mais baratos, e o número de sacas necessárias por hectare também diminuiu. O maior impacto no custo por área continua vindo dos fertilizantes.
As sementes apresentam comercialização acima de 80%. A tendência é que a maior parte dos estados ultrapasse 95% nas próximas semanas, enquanto o Rio Grande do Sul pode seguir com negócios por mais tempo. Já os defensivos devem continuar sendo adquiridos mais tarde, dentro da dinâmica habitual do setor.