CI

Angola projeta 4 fábricas para retomar produção de açúcar

O projeto pretende, de acordo com o governo angolano, produzir anualmente 250 milhões de toneladas de açúcar e também 30 mil metros cúbicos de etanol


O governo angolano vai reativar a produção de açúcar no país e já possui projetos de plantação de cana-de-açúcar nas províncias de Malange, Cunene, Kwanza Sul e Zaire, para onde estão programadas quatro fábricas do produto.

O anúncio foi feito pelo ministro angolano da Indústria, Joaquim David, numa visita que realizou recentemente à Dombe Grande, na província de Benguela, região que no período colonial produzia em grande escala açúcar e onde existia uma das mais importantes indústrias do país.

Segundo o ministro, Angola já está fazendo contato com investidores nacionais e estrangeiros para reativar a produção.

Em entrevista à Agência Lusa, o diretor nacional da Agricultura, Pecuária e Florestas, Domingos Nazaré, disse que há um esforço da parte governamental em tentar relançar a produção da cana-de-açúcar, com objetivo de exportar açúcar.

“O país vive inteiramente de importações, o que não poderá continuar. E para tal o governo quer repor as capacidades que existiam anteriormente em termos de produção de açúcar”, afirmou.

De acordo com Nazaré, no período colonial, Angola teve um grande potencial nesta área, exportando a maioria da produção de açúcar, mas a guerra que o país viveu foi um dos grandes causadores da paralisação das duas fábricas que existiam, em Benguela e no Caxito (Bengo).

“A produção da cana-de-açúcar está a níveis bastante baixos perante o potencial do país e as fabricas estão paralisadas”, disse.

Mas a produção, apontou Nazaré, vai ser retomada nas províncias do Zaire, Malange, Cunene e Kwanza Sul, onde se prevê a instalação de uma fábrica em cada uma das regiões.

Nazaré frisou que esse “ambicioso projeto” será feito “em outros moldes”, com a criação de pólos agro-industriais locais.

Sucateamento

Os picos de produção de açúcar angolano aconteceram nos anos de 1971 a 1973. Mas, a partir de 1974, as colheitas encolheram abruptamente.

Em 1990, registrou-se a menor produção da história do país e, a seguir, fechou a maior açucareira do país, em Benguela, em 1991.

O estado obsoleto das máquinas da unidade industrial, construída nos anos 50, levou ao seu fechamento. O mesmo aconteceu com a planta de Bom Jesus, na província do Bengo.

Ainda não existem dados sobre o total dos investimentos previstos, mas, na visita que fez a Angola, o ministro chinês do Comércio, Chen Deminz, confirmou que vai apoiar, com uma equipe técnica e com fundos, o plano para a agricultura angolana, incluindo o setor açucareiro.

Está acontecendo a implantação de um projeto açucareiro, que será realizado pelo consórcio entre a petrolífera Sonangol e pela construtora brasileira Odebrecht, na área de Capanda, em Malange. Ao todo deverão ser investidos US$ 200 milhões.

O projeto pretende, de acordo com o governo angolano, produzir anualmente 250 milhões de toneladas de açúcar e também 30 mil metros cúbicos de etanol.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7