Árabes compram US$ 42 milhões em milho do Brasil
Brasil enviou 221 mil toneladas para três países árabes em janeiro. No mesmo mês do ano passado não houve embarques. Os sauditas foram os maiores compradores
O país árabe que fez importações significativas de milho no Brasil em janeiro foi a Arábia Saudita. Os sauditas gastaram US$ 26,1 milhões com as compras para um volume de 166 mil toneladas. Outros dois países, o Marrocos e os Emirados, também importaram, mas volumes menores. O Marrocos fez importações de US$ 15,6 milhões, com 50 mil toneladas, e os Emirados de US$ 784 mil, com quatro mil toneladas.
A maior parte do milho exportado partiu do Paraná. Das 221 mil toneladas embarcadas, 97,6 mil foram enviadas do estado. O volume correspondeu a US$ 14,4 milhões. Já o Mato Grosso exportou 96,6 mil toneladas, mas de preço maior. A receita alcançou US$ 23 milhões. O Mato Grosso do Sul e Rondônia também venderam. O Mato Grosso do Sul exportou 26 mil toneladas ou US$ 3,9 milhões e Rondônia 831 toneladas para US$ 398 mil.
O Brasil está exportando milho apesar da previsão de queda na safra deste ano. No ano passado o país colheu 58,6 milhões de toneladas do produto. Neste ano, a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que se colha 50,3 milhões de toneladas. Houve diminuição da área plantada com milho no país, em função dos custos dos insumos e baixo preço do grão antes do começo do plantio da primeira safra no país.
São duas safras de milho plantadas no Brasil, uma entre setembro e novembro e colhida no primeiro semestre do ano seguinte e outra semeada entre dezembro e janeiro e colhida na metade do ano seguinte. Segundo a Conab houve queda de 30% na área plantada na primeira safra em função dos preços baixos do milho no mercado. No começo deste ano, porém, os preços da commodity começaram a se recuperar.
O Brasil exportou, em janeiro, um total de 1,04 milhão de toneladas de milho. Previsões da Conab indicam que o país vai embarcar ao exterior, neste ano, nove milhões de toneladas de milho.