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Área de trigo pode recuar no Sul

Em Santa Catarina, os preços no interior ficaram majoritariamente estáveis


Em Santa Catarina, os preços no interior ficaram majoritariamente estáveis Em Santa Catarina, os preços no interior ficaram majoritariamente estáveis - Foto: Canva

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por preços firmes em algumas praças, oferta limitada em regiões produtoras e maior cautela no planejamento da próxima safra de inverno. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o cenário combina negociações pontuais da safra velha, pressão sobre margens da indústria e tendência de redução da área destinada ao cereal.

No Rio Grande do Sul, foram reportados alguns negócios para a safra velha, com moinhos interessados em compras para julho, oferecendo entre R$ 1.400 e R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto vendedores indicavam R$ 1.350 por tonelada FOB. A indústria relata dificuldades com os preços da farinha, que não avançam, e também com os farelos. Para a safra nova, a discussão entre produtores já se concentra no inverno, com tendência generalizada de retração no plantio de trigo. Os principais motivos são custos elevados, crédito rural restrito e receio dos efeitos do El Niño durante o inverno e a primavera.

Nesse contexto, produtores gaúchos avaliam substituir parte do trigo por canola, plantas de cobertura ou rotações com milho precoce e soja safrinha. A decisão reflete o desgaste financeiro acumulado em ciclos adversos e a busca por alternativas de menor risco. O trigo branqueador também segue difícil, com aceitação de produto de até 270 de W a R$ 1.400 por tonelada FOB no armazém do vendedor. Junho está quase todo coberto, enquanto julho tem estimativa de 40% de cobertura. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 65,04 por saca.

Em Santa Catarina, os preços no interior ficaram majoritariamente estáveis, com altas em Joaçaba e Xanxerê. O frete segue como fator decisivo na composição dos valores finais, diante da estabilidade relativa em outras origens. O trigo catarinense avançou para R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto no Paraná as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste. Já o trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada FOB.

No Paraná, a atividade comercial recente mostra interesse por trigo e farinhas de melhor qualidade. Negócios foram reportados a R$ 1.350 por tonelada na região central, R$ 1.400 FOB no norte e R$ 1.450 CIF na região de Curitiba. As ofertas seguem limitadas, com produtores esperando preços maiores e moinhos mais resistentes, embora as alternativas mais baratas tenham praticamente desaparecido. O trigo argentino nacionalizado no porto é indicado entre US$ 290 e US$ 295 por tonelada.
 

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