Argentina: Como ficará o mercado de agroquímicos?
José Mrejen, da Insuagro, disse que haverá picos de demanda, sem grandes projetos. Isto pode trazer problemas. A demanda crescerá até o final do ano
A campanha de grãos da Argentina começou de maneira atípica, atrasada, com uma demanda muito demorada e com empresas necessitadas de gerar operações. Recém em setembro se reativou e hoje está se normalizando a operação, aguardando um pico durante a semeadura de soja.
Em uma entrevista com a ON 24, José Mrejem da Insuagro, disse que estão se preparando “e tratando de ter os produtos no tempo e forma que nossos clientes exigem, com a operação muito flexível, adaptando os negócios às necessidades do mercado”. “Acreditamos que esta campanha será diferente das anteriores, e isso não deve fazer com que mudemos as políticas comerciais e nosso posicionamento, mas seguimos trabalhando numa mesma linha, com algumas medidas diferentes que solucionem as situações que o mercado apresenta”, completou.
Será uma campanha assinada por uma queda na superfície de semeadura do milho, girassol e um aumento importante na soja. Também se prevê um ano com precipitações adequadas e problemas de insetos e enfermidades maiores que na campanha passada. Mrejen prevê um final de ano “muito ativo na demanda e uso de produtos e que se manterá nos 2 primeiros meses do ano que vem”.
“Existe muitos pedidos de crédito e os bancos, através dos cartões, cubriram grande parte, mas estão se esgotando e por isso é que estamos buscando novas ferramentas”, explicou.
Em suma, haverá um mercado com picos de demanda, sem grandes projetos, o que poderá trazer problemas de disponibilidade de tempo e forma dos produtos mais procurados.
Crescer em qualidade
José Mrejen, da Insuagro, comentou por último que, “devido ao nosso posicionamento, a grande necessidade de capital, a queda nos preços de vários produtos e a grande necessidade de crédito no mercado, nossa política nesta campanha não será crescer em quantidade de faturamento e sim em qualidade”. E será incrementando a operação com os clientes conhecidos e “dirigindo nossos recursos para os produtos mais diferenciados e que distribuímos com certa exclusividade”.