Argentina enfrenta atrasos no plantio e na colheita
A cevada atingiu 34,6% da área apta após avanço quinzenal de 15,8 pontos
A cevada atingiu 34,6% da área apta após avanço quinzenal de 15,8 pontos - Foto: Canva
O excesso de umidade e as baixas temperaturas seguem atrasando o plantio e a colheita de diferentes culturas na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), o avanço das máquinas continua limitado pela dificuldade de secagem do solo e pela falta de condições adequadas para o ingresso nos lotes.
No trigo, a semeadura avançou 8,2 pontos percentuais na última semana e alcançou 65,8% dos 6,5 milhões de hectares projetados para o ciclo 2026/27. O ritmo está 5,9 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos e 6,9 pontos atrás da temporada anterior. Apesar dos atrasos, toda a área emergida apresenta condição entre normal e excelente, com boa oferta hídrica e alguns pontos de excesso de água. Os primeiros lotes em perfilhamento já aparecem no NOA, NEA, centro-norte de Santa Fé e centro-leste de Entre Ríos.
A cevada atingiu 34,6% da área apta após avanço quinzenal de 15,8 pontos. O plantio está 13 pontos abaixo da média histórica e 16,2 pontos atrás da média das últimas cinco safras. As maiores dificuldades ocorrem no sul, região que concentra cerca de 70% da área projetada.
Na soja, a colheita chegou a 98% da área apta, com rendimento médio nacional de 31,6 quintais por hectare. A falta de piso ainda impede a conclusão dos trabalhos no centro e no sul de Buenos Aires. A projeção de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.
Já o milho alcançou 51,2% da área colhida, com produtividade média de 81,4 quintais por hectare. A umidade elevada nos grãos e nos campos mantém o ritmo moderado a lento, especialmente no centro e sul de Buenos Aires. A estimativa de produção nacional permanece em 64 milhões de toneladas.