Arroz: Colheita entra na reta final no estado
Os números mostram 859,8 mil hectares colhidos de um total semeado de 891,9 mil
Os números mostram 859,8 mil hectares colhidos de um total semeado de 891,9 mil - Foto: Nadia Borges
A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul entrou na reta final e consolida um cenário de safra volumosa, produtividade elevada e maior pressão sobre a comercialização. Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, com base em dados da Nates/IRGA atualizados em 07/05/26, o Estado atingiu 96,41% da área cultivada colhida na primeira semana de maio.
Os números mostram 859,8 mil hectares colhidos de um total semeado de 891,9 mil hectares. A produtividade média estadual chegou a 8.827,83 quilos por hectare, resultado que confirma uma safra tecnicamente forte e com produção estimada em torno de 7,9 milhões de toneladas, acima do projetado inicialmente.
Algumas regiões já estão praticamente encerrando os trabalhos. A Zona Sul aparece com 98,81% da área colhida e média de 9.083,57 quilos por hectare, enquanto a Planície Costeira Externa alcança 98,46% de colheita, com produtividade média de 8.308,82 quilos por hectare. A Planície Costeira Interna registra 98,13% da área colhida e média de 8.915,16 quilos por hectare.
A Fronteira Oeste, maior área semeada entre as regiões listadas, soma 246,5 mil hectares colhidos, o equivalente a 95,92% da área, com média de 9.071,53 quilos por hectare. A Campanha registra 97,02% de colheita e produtividade de 8.719,26 quilos por hectare. Já a Região Central tem o menor avanço, com 89,84% da área colhida e média de 8.410,81 quilos por hectare.
Com a safra praticamente definida, o mercado deixa a fase de incerteza produtiva e passa a operar sob pressão comercial. A oferta física maior amplia o peso de fatores como capacidade de armazenagem, necessidade de caixa dos produtores, ritmo das exportações, postura do varejo e disciplina das indústrias nas compras e nas vendas programadas.
A partir de agora, a comercialização tende a depender menos do campo e mais da estratégia financeira dos agentes da cadeia. Produtores capitalizados podem ganhar tempo e poder de decisão, enquanto aqueles mais pressionados ficam mais expostos a momentos de fragilidade nos preços. O desafio passa a ser sustentar margens, organizar vendas e acompanhar a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.