Arroz sobe, mas safra menor não garante disparada
Ccâmbio limita força das exportações
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O arroz manteve valorização em abril, mas sem sinal claro de alta forte no curto prazo. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o Indicador CEPEA/IRGA-RS teve média de R$ 62,40 por saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul, avanço de 6% sobre março.
Mesmo com o avanço da colheita, os preços seguiram firmes. A sustentação veio da postura mais retraída dos produtores, que limitaram a oferta efetiva ao mercado. As negociações internas permaneceram lentas. A indústria atuou de forma cautelosa, realizando compras pontuais e evitando formar estoques em ritmo mais intenso.
A valorização do real reduziu a competitividade das exportações. Com a paridade externa menos favorável, os embarques perderam força ao longo de abril.
As vendas externas ficaram concentradas em arroz quebrado e em destinos africanos. Esse perfil limitou o papel das exportações como canal mais amplo de escoamento do excedente.
A menor área plantada e produtividades apenas regulares indicam safra menor, o que reduz o risco de novas quedas fortes. Ainda assim, a Consultoria Agro do Itaú BBA avalia que o mercado não apresenta fundamentos suficientes para altas expressivas neste momento.