Árvore absorve níquel como inseticida

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Árvore absorve níquel como inseticida

A incomum afinidade da árvore pelo níquel veio à tona pela primeira vez na década de 1970
Por: -Leonardo Gottems
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Pesquisadores da Universidade de Queensland estão estudando como determinada espécie de árvore, a Pycnandra acuminata, consegue absorver o metal níquel ao seu látex e usá-lo posteriormente como inseticida. Essas árvores que acumulam metais altamente tóxicos em seus caules, folhas ou sementes são chamadas de hiperacumuladores. 

De acordo com Antony van der Ent, um pesquisador da Universidade de Queensland que vem estudando a árvore, essa planta cresce em uma ilha chamada Nova Caledônia, localizada ao sul do Pacífico e possui um aspecto azul esverdeado incomum em seu látex, pois contém 25% de níquel. Em entrevista para a BBC ele afirmou que essa planta demora muito para se reproduzir e está ameaçada de extinção por conta do desmatamento. 

“Pycnandra acuminata é uma grande árvore de florestas, medindo até a 20 metros de altura, restrito a manchas remanescentes selva em New Caledonia. Conseguir realizar esse tipo de teste é um desafio, porque ela cresce muito lentamente, e isso leva décadas para produzir flores e sementes. Ela está ameaçada pelo desmatamento como um resultado de atividades mineradoras e incêndios florestais", comenta. 

Segundo os pesquisadores, a incomum afinidade da árvore pelo níquel veio à tona pela primeira vez na década de 1970 e pesquisas sobre outras plantas hiperacumuladoras aumentaram desde então. Kathryn Spiers, que também vem estudando pycnandra, usou uma técnica que permite obter uma imagem de uma amostra e girá-la rapidamente antes que o feixe de raios X a destrua. 

"Se usares um microscópio convencional conseguirá ver as estruturas, mas não o que está acontecendo. No sincroton, a fonte de luz é muito brilhante e nosso detector é muito rápido, o que significa que consegue fotocopiar a amostra antes que ela morra”, explica. 

Alguns cientistas estão esperançosos de que os hiperacumuladores possam ser usados para "limpar" o solo onde houve um acúmulo de material tóxico devido à atividade humana. Outras aplicações potenciais incluem a fitotinização, onde essas plantas podem ser usadas em locais pobres em nutrientes, mas ricos em minerais.

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