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Atividade que deixa centavos de lucro

Setor suinícola gaúcho chegou em 2013 com prejuízos acumulados no ano anterior


Setor chegou em 2013 com prejuízos acumulados no ano anterior. Momento é de otimismo, pois preço da sinal de reação e já garante alguma sobra no final do mês
 
O preço dos suínos entrou o ano de 2013 com indicativos positivos. A informação parte do presidente de Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador. “Depois de momentos de extrema dificuldade, puxada pela alta dos insumos e queda dos preços, começamos a retomar fôlego para continuarmos na atividade que por mais de um ano foi de resultados negativos ao suinocultor gaúcho”, disse Folador. O dirigente aponta que ainda há muito a ser recuperado, em termos de poder aquisitivo dos produtores de suínos, no decorrer dos próximos meses.

Uma estabilidade é projetada apenas para o final do ano, mas apostando que a escala de recuperação dos preços continue em crescimento. De uma média de R$ 2,80 o quilo o preço foi sendo elevado e no começo do mês de fevereiro variava de R$ 3,20 a R$ 3,25. “Como o custo de produção tem suas variáveis, hoje, o suíno está deixando uma margem de lucro, mesmo que pequena”, comenta o presidente da Acsurs. Segundo Folador, neste início de ano, o suíno tem garantido de R$ 0,10 a R$ 0,15 de lucro por quilo comercializado. “A sobra, em relação ao custo para a produção de um quilo de suínos, ainda está longe das necessidades do setor”, comenta Folador.
O presidente da associação destaca que há um caminho muito grande na atividade que tem uma dependência forte com o valor dos insumos, que saem dos campos da agricultura. “A preço dos grãos refletem diretamente no custo de produção dos suínos. Não dependemos apenas do nosso setor, estamos atrelados a outros”, explica. Mesmo repassando otimismo, o dirigente salienta, que, o caminho para a recuperação do caixa é longo, pois foram vários meses trabalhando no vermelho. A pequena margem de lucro é vista como o primeiro passo, mas que apenas tirou o suinocultor das perdas. “Esta retomada ainda não garante recuperação dos valores financeiros perdidos. Reaver o volume do dinheiro perdido, apenas somando centavos, não é tão simples”, comenta.

A reação mais forte para o setor é esperada para o segundo semestre do ano com a entrada no mercado da safra de grãos, que está sendo colhida no momento e se prolonga até abril. Conforme Folador, uma boa produtividade dos insumos agrícolas utilizados na alimentação dos animais pode representar uma pequena queda no custo de produção. O Rio Grande do Sul produz cerca de 580 mil toneladas de suínos por ano, em 10 mil propriedades rurais.
 
Exportações crescem 5,08% em janeiro. Rússia lidera ranking dos principais mercados em volume e receita
O Brasil exportou 40.118 toneladas de carne suína em janeiro, um crescimento de 5,08% em relação a janeiro de 2012, segundo compilação estatística da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína – ABIPECS. Em receita, o aumento foi de 7,42% na comparação com igual período do ano passado: as exportações em janeiro resultaram em US$ 104,64 milhões.

O preço médio também mostrou recuperação: aumento de 2,22% em janeiro de 2013 sobre janeiro de 2012. O valor atingido foi de US$ 2.068 a tonelada.

Os destaques positivos em janeiro foram Rússia, Uruguai e Ucrânia. A expansão das vendas para a Rússia: 11.940 toneladas, um crescimento de 454% ante janeiro de 2012 (2.154 t). O faturamento cresceu 459%, passando de US$ 6,26 milhões para US$ 34,96 milhões.

Queda nas vendas para Argentina, Singapura e Hong Kong

Na Argentina houve uma retração de 64% nas vendas brasileiras de carne suína. O volume, em janeiro, ficou em 1.562 t, em relação a 4.297 t em janeiro de 2012. Em valor, a queda foi de 63%: passou de US$ 14 milhões em janeiro de 2012 para US$ 5,21 milhões em janeiro de 2013. Já em Singapura, a redução nos embarques, em janeiro de 2013, foi 11%. O Brasil vendeu 2.027 t em janeiro deste ano ante 2.280 t em igual período de 2012. Em faturamento, a queda foi de 14%: US$ 5,59 milhões (janeiro/2013) em relação a US$ 6,96 milhões (janeiro/2012). E, Hong Kong, houve queda de 39% nas exportações. O Brasil exportou 8.469 t de carne suína em janeiro deste ano, em relação a 13.904 t em janeiro de 2012. A queda na receita também foi de 39%: de US$ 33,80 milhões em janeiro de 2012 para US$ 20,60 milhões em janeiro de 2013.
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