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Avanço científico brasileiro transforma setor industrial

O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural


O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural - Foto: Pixabay

As nanopartículas de prata são amplamente empregadas em diferentes segmentos industriais devido às suas propriedades antimicrobianas, antifúngicas e antivirais. Esses materiais estão presentes em itens como curativos, equipamentos médicos, cosméticos e embalagens para alimentos. Apesar da utilidade, o uso dessas partículas levanta preocupações relacionadas à toxicidade, já que podem causar morte celular, inibir microrganismos no ambiente e se acumular com facilidade.

Diante desse cenário, pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP desenvolveram um método de síntese considerado mais sustentável. A proposta utiliza a chamada síntese verde para produzir nanopartículas de prata a partir da arnica brasileira, reduzindo o uso de substâncias químicas agressivas no processo.

Segundo Paulo Augusto Marques Chagas, integrante da equipe, a iniciativa busca diminuir ou eliminar reagentes tóxicos e solventes perigosos, além de reduzir o consumo energético. A estratégia permite a obtenção de materiais com propriedades funcionais relevantes, aliando eficiência a práticas mais sustentáveis.

O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural, transformando íons metálicos em nanopartículas. Diferentemente dos processos convencionais utilizados na indústria, a técnica evita a geração de resíduos igualmente tóxicos.

A pesquisa teve origem em estudos conduzidos no Laboratório de Controle Ambiental da UFSCar, que já atuava com processos verdes e materiais reciclados. O desenvolvimento da nova técnica surgiu dentro desse contexto de busca por alternativas menos agressivas.

Atualmente, a tecnologia está em fase final de desenvolvimento, com pedido de patente já realizado. Os pesquisadores também avançam na elaboração de um artigo científico que descreve a aplicação das nanopartículas em nanofibras para filtração de ar, com potencial de criar equipamentos com propriedades antibacterianas.
 

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