Balança comercial tem superávit de US$ 3,1 bilhões na 3ª semana de junho
Agropecuária impulsiona exportações brasileiras
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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,1 bilhões na terceira semana de junho de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado foi formado por exportações de US$ 9,3 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, com corrente de comércio de US$ 15,58 bilhões no período.
No acumulado de junho, as exportações somam US$ 25,6 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 18 bilhões. Com isso, o saldo positivo chega a US$ 7,6 bilhões e a corrente de comércio totaliza US$ 43,6 bilhões. Já no ano, o país acumula US$ 174,1 bilhões em exportações e US$ 133,9 bilhões em importações, com superávit de US$ 40,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 308,1 bilhões.
Na comparação das médias diárias até a terceira semana de junho de 2026 com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 26%, passando de US$ 1,451 bilhão para US$ 1,828 bilhão. As importações também avançaram, com alta de 10,7%, saindo de uma média diária de US$ 1,158 bilhão para US$ 1,283 bilhão.
Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,112 bilhões até a terceira semana de junho, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 545,43 milhões. Em relação a junho de 2025, a movimentação comercial apresentou crescimento de 19,2%.
No setor exportador, o desempenho até a terceira semana de junho de 2026, em comparação com igual período do ano anterior, foi positivo nos três principais segmentos. A agropecuária avançou 21,9%, com total de US$ 5,89 bilhões, a indústria extrativa cresceu 70,3%, chegando a US$ 7,47 bilhões, e a indústria de transformação aumentou 10%, alcançando US$ 12,12 bilhões.
O crescimento das exportações foi influenciado principalmente pelo aumento das vendas externas de animais vivos, soja e algodão em bruto na agropecuária. Na indústria extrativa, minério de Ferro, minérios de Cobre e óleos brutos de petróleo tiveram destaque. Já na indústria de transformação, carnes bovina e de aves, além de óleos combustíveis, contribuíram para o resultado.
Apesar do avanço geral das exportações, alguns produtos apresentaram redução nas vendas. Na agropecuária, houve queda nos embarques de café não torrado, mate, extrato, essência e concentrado, além de matérias vegetais em bruto. Na indústria extrativa, recuaram as vendas de pedra, areia e cascalho, minérios de alumínio e gás natural. Entre os produtos da indústria de transformação, açúcares e melaços, produtos de ferro ou aço e veículos de passageiros tiveram redução.
No lado das importações, a indústria extrativa e a indústria de transformação apresentaram crescimento até a terceira semana de junho de 2026. As compras externas da indústria extrativa aumentaram 11,6%, enquanto a indústria de transformação cresceu 11%. Já a agropecuária registrou queda de 0,8% no período.
O aumento das importações foi influenciado principalmente pela compra de produtos como pescado, produtos hortícolas e frutas na agropecuária. Na indústria extrativa, tiveram crescimento as aquisições de fertilizantes, óleos brutos de petróleo e gás natural. Já na indústria de transformação, máquinas de processamento de dados, componentes eletrônicos e veículos de passageiros estiveram entre os produtos com maior avanço.
Mesmo com o crescimento das importações, alguns itens tiveram redução nas compras externas. Na agropecuária, caíram as aquisições de cevada, milho não moído e soja. Na indústria extrativa, houve queda em outros minerais em bruto, minérios de metais de base e carvão. Na indústria de transformação, recuaram as compras de óleos combustíveis, motores e máquinas não elétricas e aeronaves.