Biocombustível brasileiro pode aliviar crise na Europa
Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa
Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa - Foto: Pixabay
A segurança energética voltou ao centro das discussões na Europa diante das incertezas no fornecimento de combustíveis e da volatilidade dos preços internacionais do petróleo. Nesse cenário, o Brasil aparece como um possível parceiro para ampliar o acesso a fontes renováveis, biocombustíveis e matérias-primas essenciais à transição para uma economia de baixo carbono.
Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, Pedro Miguel da Costa e Silva defendeu que a cooperação com o Brasil pode avançar em diferentes frentes. O embaixador brasileiro destacou o crescimento da produção nacional de energia limpa, com participação de fontes como solar, eólica e biomassa, além do potencial do país para o desenvolvimento do hidrogênio verde.
Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa relevante para o momento europeu. O Brasil tem ampla experiência no uso do etanol, especialmente por causa da frota de veículos flex, capaz de operar com gasolina ou etanol. Na avaliação apresentada, esse modelo poderia contribuir para reduzir a dependência de combustíveis fósseis também na Europa.
O combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF, é outro segmento citado como oportunidade de aproximação, em meio às preocupações com o abastecimento do setor aéreo. Apesar do potencial, o etanol brasileiro, sobretudo o produzido a partir da cana, ainda enfrenta barreiras no mercado europeu por critérios ambientais, exigências regulatórias, certificações e disputas com produtores locais.
A proposta brasileira não se limita ao aumento das exportações. O país também sinaliza disposição para desenvolver projetos conjuntos com empresas europeias, inclusive com produção de biocombustíveis no próprio continente.