Biotecnologia ganha protagonismo e impulsiona avanços
A Veeries apresentou dados que mostram o avanço do consumo global de óleos vegetais
A Veeries apresentou dados que mostram o avanço do consumo global de óleos vegetais - Foto: Divulgação
A biotecnologia vem ganhando espaço na cadeia de óleos vegetais e biocombustíveis, ajudando a elevar eficiência, competitividade e redução de emissões. O ENOV 2025, realizado pela Novonesis em Paulínia, reuniu cerca de cento e cinquenta profissionais e vinte e um palestrantes para discutir mercado, inovação tecnológica e sustentabilidade na indústria de óleos e biodiesel, com participação de empresas como Veeries, Itaú BBA e Argus.
A Veeries apresentou dados que mostram o avanço do consumo global de óleos vegetais e o peso do óleo de soja na matriz brasileira, com cento e vinte unidades esmagadoras, cinquenta e oito plantas de biodiesel e trinta e uma de etanol de milho. Segundo a consultoria, a produção nacional chegou a 7,3 bilhões de litros de biodiesel, setenta e cinco por cento a partir de soja, com capacidade instalada que pode alcançar catorze bilhões de litros e crescimento de dezesseis por cento já em janeiro de 2026, apoiado pelo B15 e pela possível adoção do B16.
No painel macroeconômico, o Itaú BBA destacou o protagonismo do Brasil na agenda de descarbonização e os efeitos da Lei do Combustível do Futuro, que torna o mercado mais sólido e, ao mesmo tempo, mais exigente em governança, rastreabilidade e compliance, inclusive diante da lei europeia do desmatamento prevista para 2026. Já a Argus trouxe uma análise sobre o mercado de SAF, rotas tecnológicas, intensidade de carbono e oportunidades para o país ampliar sua presença em combustíveis sustentáveis de aviação.
“O ENOV é um espaço essencial para compartilharmos desafios e anteciparmos tendências. Seguimos escolhendo o Brasil para apresentar e implementar tecnologias porque acreditamos no potencial do país e na força da bioeconomia brasileira. Inovar não é apenas lançar produtos, mas entender as necessidades reais dos clientes, criar rotas mais eficientes e fortalecer toda a cadeia produtiva”, afirma Alexandre Braz, líder do segmento industrial da Novonesis.