O Sindicato das Indústrias de Base Biotecnológica de Minas Gerais (SindBio) e a Agência de Promoção de Exportação do Brasil (Apex) firmam hoje (11-03), em Belo Horizonte convênio de cooperação técnica para promover as exportações dos produtos de base biotecnológica brasileiros. Segundo a presidente do SindBio, Hélen de Aguiar, a agência investirá US$ 3 milhões para a execução de projetos de prospecção de mercados no exterior e a criação de uma marca para os produtos brasileiros.
O foco de atuação do novo consórcio criado, o Bio-Brasil Export, será, além da comercialização dos produtos biotecnológicos desenvolvidos no país, a busca por transferência de tecnologia para as indústrias de todo o país, principalmente britânica, canadense e norte-americana. "Um dos objetivos é trazer para o país equipamentos e tecnologia de ponta deste setor.
A Inglaterra, por exemplo, possuiu o melhor parque tecnológico da biotecnologia para saúde humana e o Brasil tem grande potencial para desenvolver este segmento", disse Hélen de Aguiar acrescentando que o consórcio será formado por empresas de todo o país.
Ela afirma, ainda, que em maio uma missão irá à China para a apresentação dos produtos brasileiros. "Nós já agendamos visitas em empresas interessadas. O apoio da Apex é importante, pois, haverá suporte institucional e de infra-estrutura para a publicidade e marketing dos produtos de base biotecnológicos brasileiros no exterior e, claro, uma chancela de um órgão do governo federal. Confere credibilidade aos nossos produtos. Além disso, a exportação do setor ainda é incipiente e a comercialização é feita basicamente no mercado interno".
Segundo ela, o mercado português também será trabalhado como apoio para o escoamento dos produtos para a União Européia, além do reforço do mercado latino, principal importador brasileiro, e a prospecção de clientes na Índia, Japão, África do Sul e os países do Mercosul. Minas Gerais é o principal pólo de biotecnologia no Brasil com 830 empresas atuando no setor. "O convênio com a Apex também proporcionará um diagnóstico da biotecnologia no país, pois, assim teremos condições de criar indicadores para o setor , tendo a noção exata do volume de comercialização tanto no exterior como no mercado interno. Hoje, por exemplo, as exportações de material genético de animais são computadas como vendas externas do agronegócio, sendo que há todo um trabalho de pesquisas e desenvolvimento de biotecnologia".