A Bolsa de Mercadorias & Futuros-BM&F, relança o contrato futuro de soja na próxima quinta-feira (10), com previsões de negociar uma safra cheia do grão com o mecanismo. A produção brasileira da oleaginosa de 2002/03 é estimada em 48 milhões de toneladas por Safras & Mercado.
"Não sabemos em quanto tempo faremos isso mas vamos trabalhar para negociar pelo menos uma safra inteira com o futuro de soja", disse o diretor de Mercados Agrícolas da BM&F, Félix Chochana. Segundo o dirigente, o principal foco é o Paraná, mas a BM&F também concentra expectativas
numa forte adesão ao contrato futuro por parte do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. O contrato futuro de soja está sendo relançado com várias
alterações. O tamanho foi alterado de 27 ton métricas para 100 toneladas métricas, enquanto os meses de vencimento passam a ser março, abril, maio, julho, setembro e novembro.
"O relançamento será dia 10 mas as negociações começam no dia 11", explicou Schochana. Observa que os meses de vencimento foram
determinados com base no período em que o grosso da safra chega ao mercado. O futuro de soja também terá novo ponto de entrega e de
referência de preço. A formação de preço, que antes era feita em Ponta Grossa/PR, passará a ter Paranaguá/PR como referência.
A última vez que a BM&F teve o contrato futuro de soja ativo foi em 97/98. De acordo com o diretor, o principal objetivo das alterações
é trazer o preço da soja para o que melhor reflete a paridade do grão no Brasil. "O mercado futuro exige agilidade, segurança, transparência
entre todos os agentes. O que dá maior transparência à paridade com o mercado externo é a soja colocada em Paranaguá", afirmou. Observa que a soja é um dos principais produtos do agribusiness, senão o maior, e que uma cadeia desse porte precisa ter um mercado futuro à altura.
O contrato futuro determina, entre outras especificações, que a soja em negociação seja a do tipo exportação, com conteúdo de óleo base 18,5% e até 14% de umidade. A metodologia para classificação e análise dos grãos atenderá às estipulações do Ministério da Agricultura. A cotação será feita em dólar por tonelada métrica, livre de quaisquer encargos, tributários ou não-tributários.