Duas empresas exportadoras de camarão, localizadas no Rio Grande do Norte, estão recebendo financiamento do BNDES para expandir a produção. As beneficiárias são a Aquática Maricultura do Brasil Ltda e a Potiguar Alimentos do Mar Ltda, com apoio de R$ 9,8 milhões e R$ 1,8 milhão respectivamente. Os recursos foram concedidos no âmbito do Programa Nordeste Competitivo e os projetos estão em consonância com as diretrizes do Plano Estratégico do BNDES 2000-2005 por serem geradores de emprego e renda em uma região menos desenvolvida.
A carteira de projetos no BNDES para a expansão da produção de camarão em cativeiro totaliza R$ 32 milhões em financiamentos e R$ 63 milhões em investimentos totais das empresas. A região Nordeste é a mais produtiva do mundo em razão das condições climáticas e da tecnologia disponível nas empresas locais, além da localização estratégica para exportação. As exportações brasileiras de camarão têm crescido rapidamente nos últimos anos, passando de 3.041 toneladas em 1996 para 23.408 toneladas em 2001. Os principais destinos são Estados Unidos, França, Espanha, Japão e Itália.
AQUÁTICA- Situada em Porto do Mangue, a empresa está investindo R$ 15,5 milhões no projeto de implantação de uma unidade de beneficiamento de camarão com capacidade de 24 toneladas/dia, representando 5.760 toneladas/ano. Deste total, 1.560 toneladas serão de produção própria e 4.200 fornecidas por produtores terceirizados. O empreendimento irá gerar 367 empregos diretos e utilizará novas tecnologias de manejo de fundamental importância para o desenvolvimento da carcinicultura brasileira, possibilitando o aumento da competitividade no mercado externo. A expectativa da empresa é exportar integralmente a produção, sendo 77% destinados à União Européia e 23% aos Estados Unidos.
POTIGUAR- Criada em 1992 para atuar no beneficiamento, comercialização e exportação de lagostas, camarões e pescados, a Potiguar está investindo R$ 3,3 milhões na complementação do projeto de implantação de uma unidade de produção de camarões marinhos, criados em cativeiro, com capacidade de produção anual de 450 toneladas, em São Bento do Norte. O projeto, além de diminuir o êxodo das populações litorâneas, irá gerar 62 empregos diretos e permanentes em uma região de população de baixa renda e com alto índice de desemprego. Hoje a empresa já mantém cerca de cem empregos diretos e cem indiretos. A Potiguar coloca quase toda a sua produção no mercado externo, exportando principalmente para os Estados Unidos e União Européia. Previsto para estar concluído no fim deste ano, o projeto contará com a tecnologia mais moderna para o setor, permitindo a produção do camarão marinho de maneira competitiva tanto em nível nacional quanto internacional.