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BOI: Mercado fecha 1º semestre de 2026 com preços em alta

Maior preço pago no estado de São Paulo foi observado em abril


Foto: Pixabay

Durante o primeiro semestre de 2026, o mercado pecuário foi marcado pela baixa oferta de boi gordo pronto para abate, pela valorização do bezerro, pela elevada participação das fêmeas nos abates (o que limita a disponibilidade futura de animais terminados) e pela forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, especialmente pela China. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse conjunto de fatores sustentou as cotações em todos os segmentos da cadeia pecuária no primeiro semestre deste ano.

Em junho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ (estado de São Paulo) registrou média à vista de R$ 347,59, sendo 4,6% superior à registrada em janeiro deste ano, de R$ 332,14, em termos reais (IGP-DI de maio/26).

Segundo o Cepea, ao longo do primeiro semestre, o maior preço pago pela arroba do boi gordo no estado de São Paulo foi observado em abril, quando atingiu média real de R$ 365,93, reflexo da virada de safra para entressafra.

Considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, observa-se que, na maior parte dos anos, os preços da arroba apresentam recuo entre janeiro e junho, em decorrência da sazonalidade da produção pecuária nacional e da maior disponibilidade de animais para abate nesse período – diferente do que foi verificado neste ano.

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