Boi exporta mais, mas reposição aperta margem
China sustenta embarques, enquanto bezerro caro exige atenção do pecuarista
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O mercado do boi segue sustentado pelas exportações, mas a reposição cara aumenta a necessidade de cautela. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o boi gordo teve abril positivo, mas o movimento perdeu força no início de maio.
A arroba avançou na média mensal, apoiada por oferta mais ajustada e demanda externa firme. No fim do mês, porém, as escalas de abate melhoraram e reduziram a pressão compradora dos frigoríficos.
A valorização do bezerro é um ponto de atenção. Com o animal de reposição a R$ 3.425 por cabeça, a relação de troca pode comprimir margens de recriadores e invernistas.
As exportações continuam firmes. Em abril, os embarques de carne bovina in natura somaram 252 mil toneladas, recorde para o mês.
A China respondeu por parcela relevante do volume exportado. Foram 135 mil toneladas em abril, alta de 26% na comparação anual.
Apesar do cenário favorável no curto prazo, a curva futura sugere cautela. O relatório indica preços projetados entre R$ 337 e R$ 338 por arroba entre junho e agosto, reforçando a importância de proteção de margem.