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Boi gordo fecha abaixo de R$ 340/@ com cota chinesa no limite

Ligeira baixa reflete um ambiente de compras mais contido no mercado físico


Foto: Sheila Flores

O preço da arroba do boi gordo encerrou a sessão desta quinta-feira (25) em queda, cotado abaixo da marca psicológica de R$ 340 na praça-base de São Paulo. Segundo dados divulgados pela DATAGRO, a desvalorização foi de 0,05%, equivalente a R$ 0,16 por arroba, com fechamento a R$ 339,63.

A ligeira baixa reflete um ambiente de compras mais contido no mercado físico, diretamente influenciado pela aproximação do esgotamento da cota de importação chinesa de carne bovina brasileira. De acordo com a DATAGRO, as escalas de abate avançaram para 8,16 dias corridos na média Brasil, sinal de que os frigoríficos estão operando com agenda mais folgada e menor urgência na aquisição de animais.

O esgotamento da cota chinesa é um dos principais fatores de atenção do setor neste momento. A China é o maior destino da carne bovina brasileira, e qualquer redução no ritmo de compras pelo importador asiático afeta diretamente a demanda por boi gordo no mercado doméstico, pressionando as cotações para baixo.
Com escalas mais longas, os frigoríficos ganham poder de barganha nas negociações com pecuaristas, o que contribui para segurar o preço da arroba nos patamares atuais. O movimento é característico de períodos em que a pressão da demanda externa arrefece, ainda que temporariamente.

No mercado internacional, os preços da carne bovina nos Estados Unidos seguem próximos das máximas históricas. Segundo dados divulgados pela DATAGRO, o Choice Boxed Beef estava cotado em torno de US$ 395 por cwt no início da semana, acumulando valorização de 11,1% desde janeiro de 2026.

O desempenho americano reflete um ciclo de oferta restritivo e o elevado custo da matéria-prima nos EUA, agravados por desafios sanitários na fronteira com o México, que limitam o fluxo de animais para abate. Mesmo diante dessas pressões, a demanda doméstica americana segue firme, sustentando as cotações em níveis historicamente elevados.

O contraste entre o mercado brasileiro — com preços recuando levemente — e o americano — operando em máximas históricas — expõe a diferença de ciclos e contextos entre os dois principais produtores mundiais de proteína bovina. No Brasil, o ciclo de liquidação ainda determina a oferta abundante de animais prontos para abate.
 

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