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Boi gordo sobe em São Paulo e no Pará

Exportações de carne recuam em volume


Foto: Canva

A cotação do boi gordo voltou a subir nas praças pecuárias de São Paulo, impulsionada pela oferta reduzida de animais para abate. De acordo com a análise desta terça-feira (28) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, o preço da arroba do boi gordo aumentou R$ 3,00 em relação ao dia anterior, enquanto o "boi China" registrou alta de R$ 5,00/@. Já os valores da vaca e da novilha permaneceram estáveis.

Segundo a Scot Consultoria, a baixa disponibilidade de bovinos para comercialização e o número reduzido de negócios explicam o movimento de valorização. "A oferta curta de bovinos e o baixo número de negócios explicavam esse quadro", aponta o informativo. Nesse cenário, os frigoríficos diminuíram o ritmo dos abates e passaram a comprar apenas o necessário para manter as escalas, oferecendo valores maiores pela arroba para concluir as negociações.

Ainda conforme a Scot Consultoria, as escalas de abate atendiam, em média, a seis dias.

No Pará, as cotações também avançaram nas três principais praças pecuárias monitoradas. A Scot Consultoria informa que a oferta limitada de boiadas reduziu o espaço para negociações abaixo da referência de mercado e levou os frigoríficos a elevar os preços pagos pela arroba para garantir novos lotes.

Na região de Marabá, a arroba subiu R$ 5,00 para todas as categorias de animais.

Em Redenção, o boi gordo e a vaca registraram alta de R$ 5,00/@, enquanto a novilha teve valorização de R$ 6,00/@.

Já em Paragominas, a arroba do boi gordo e da vaca aumentou R$ 2,00, enquanto a da novilha avançou R$ 3,00.

O "boi China" também apresentou valorização. A arroba subiu R$ 2,00 em Marabá e Redenção e R$ 3,00 em Paragominas.

No mercado externo, a Scot Consultoria destaca que, até a quarta semana de julho, o Brasil exportou 195,2 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária foi de 10,8 mil toneladas, volume 9,9% inferior ao registrado no mesmo período de julho de 2025. Apesar da retração nos embarques, o preço médio da tonelada exportada alcançou US$ 6,4 mil, alta de 14,8% na comparação anual.

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