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Boletim Semanal: arroz lidera alta e milho recua na semana

Cheque o seu resumo de preços do agro semanal!


Foto: Pexels - Magda Ehlers

O mercado agrícola encerra a primeira semana de agosto com movimentos diferentes entre algumas das principais culturas acompanhadas no Brasil. Enquanto o preço do arroz apresentou a valorização mais expressiva entre os indicadores analisados, café arábica e soja também avançaram. O milho, por outro lado, registrou leve recuo.

O levantamento considera os indicadores do Cepea/Esalq disponíveis na noite desta sexta-feira, 7 de agosto. Como o último fechamento consolidado disponível para os quatro produtos era o de quinta-feira (6), a comparação padronizada foi feita entre segunda-feira (3) e quinta-feira (6). Dessa forma, evita-se misturar preços de diferentes momentos ou metodologias.

Os valores mostram que o arroz teve o movimento percentual mais intenso no período, enquanto soja e milho variaram menos de 1%.

O arroz em casca foi o principal destaque entre os produtos acompanhados. O Indicador do arroz em Casca Esalq/Senar-RS passou de R$ 68,65 por saca de 50 quilos na segunda-feira para R$ 71,38 na quinta-feira.

A diferença de R$ 2,73 por saca representa valorização de aproximadamente 3,98% em três sessões.

Para o produtor, a intensidade dessa movimentação merece atenção principalmente nas decisões de venda. Uma alta semanal pode melhorar o valor nominal recebido pela produção, mas não deve ser interpretada isoladamente como aumento de rentabilidade, já que margem depende também de produtividade, custos, logística, armazenagem e condições particulares de comercialização.

O café arábica também terminou o período analisado em terreno positivo. O indicador passou de R$ 1.712,28 para R$ 1.727,89 por saca de 60 quilos, valorização próxima de 0,91%.

Em termos nominais, o avanço foi de R$ 15,61 por saca.

O comportamento do café merece acompanhamento por causa da elevada volatilidade característica do mercado. Além da disponibilidade física no Brasil, contratos internacionais, câmbio, qualidade dos lotes e expectativas sobre oferta influenciam a formação das cotações recebidas pelos produtores nas diferentes praças.

Na soja, o indicador utilizado no levantamento avançou de R$ 136,66 para R$ 137,50 por saca de 60 quilos, ganho de R$ 0,84 ou aproximadamente 0,61%.

A valorização foi bem mais contida que a observada no arroz.

Mesmo pequenas oscilações, entretanto, ganham relevância financeira quando aplicadas a grandes volumes. Em uma comercialização de 10 mil sacas, por exemplo, uma diferença de R$ 0,84 por saca representa R$ 8,4 mil no valor bruto negociado, antes da consideração de fretes, descontos, impostos e outros custos envolvidos na operação.

O exemplo ajuda a mostrar por que o acompanhamento diário do preço da soja continua sendo ferramenta importante na estratégia comercial do produtor, mesmo em semanas sem grandes movimentos percentuais.

Entre os quatro produtos analisados, o milho foi o único que apresentou variação negativa.

O Indicador Esalq/BM&FBovespa, referência para Campinas (SP), passou de R$ 65,24 para R$ 64,84 por saca de 60 quilos, redução de R$ 0,40, equivalente a aproximadamente 0,61%.

O movimento reforça a importância de o produtor comparar o preço disponível no mercado físico com suas necessidades de caixa e seu custo efetivo de produção antes de decidir pela venda.

O balanço mostra um mercado sem direção única. Arroz e café tiveram valorizações mais evidentes, a soja apresentou avanço moderado e o milho terminou o intervalo analisado em queda.

Para a próxima semana, produtores e compradores devem continuar atentos não apenas aos preços nominais, mas também ao câmbio, às bolsas internacionais, ao ritmo das exportações, à oferta regional e aos custos logísticos.

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