Brasil aprova plano de descarbonização industrial
Plano prevê US$ 250 milhões para indústria limpa
Foto: Pixabay
A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, destacou a aprovação do Plano de Investimento do Brasil para o Programa de Descarbonização Industrial pelo Climate Investment Funds (CIF). A decisão, anunciada no último dia 17, coloca o Brasil entre os primeiros dos sete países selecionados pela iniciativa global a concluir essa etapa.
Para Julia, a aprovação representa um avanço na estratégia de transformação da indústria brasileira. “É assim que transformamos metas climáticas em investimento, em emprego verde e em competitividade para a indústria nacional, num cenário internacional cada vez mais exigente em sustentabilidade”, afirma.
O MDIC participa da articulação da agenda em conjunto com outros órgãos federais e bancos multilaterais de desenvolvimento. Coordenado pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), BNDES, BID, BID Invest, Banco Mundial e IFC, o plano prevê US$ 250 milhões em recursos para projetos de descarbonização, com potencial de mobilizar mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, incluindo US$ 1,36 bilhão do setor privado. Os investimentos serão destinados principalmente aos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, que respondem por cerca de 65% das emissões industriais do país.
A iniciativa prevê apoio a processos produtivos com menor emissão de carbono, projetos de eficiência energética e desenvolvimento de estruturas industriais voltadas à descarbonização. A execução será realizada por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), responsável por apoiar a elaboração e seleção dos projetos.
O programa também busca ampliar o acesso a financiamento para setores de maior intensidade energética, incentivando a redução de emissões, a atração de investimentos, a geração de empregos verdes e o aumento da competitividade da indústria brasileira.
As projeções indicam que os projetos apoiados poderão evitar a emissão de 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A iniciativa também deve ampliar o uso de fontes renováveis no setor industrial, estimular práticas de economia circular e contribuir para a criação de empregos relacionados à transição para uma economia de baixo carbono.