Brasil aumenta importação de produtos lácteos
Argentina e Uruguai concentram vendas ao Brasil
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As importações brasileiras de lácteos alcançaram 220,29 milhões de litros em maio de 2026, volume 3,47% superior ao registrado em abril, segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado de janeiro a maio deste ano, o Brasil importou 1,02 bilhão de litros, aumento de 96,90 milhões de litros em comparação com o mesmo período de 2025.
De acordo com o Imea, Argentina e Uruguai concentraram 89,37% de todo o volume importado pelo Brasil em 2026. A Argentina respondeu por 66,34% das compras externas, enquanto o Uruguai participou com 23,02%. Os dois países tiveram confirmada pela Câmara de Comércio Exterior a prática de dumping nas exportações de leite em pó destinadas ao mercado brasileiro.
O levantamento também aponta que o leite em pó representa 74,11% de todo o volume de lácteos importado pelo país neste ano, reforçando a relevância do produto nas compras externas do setor.
Diante desse cenário, a Camex aprovou a aplicação de direitos antidumping por até cinco anos sobre as importações de leite em pó integral e desnatado não fracionado provenientes da Argentina e do Uruguai. No entanto, a cobrança foi suspensa temporariamente até a conclusão das análises sobre os possíveis impactos da medida na economia e na inflação.
Segundo o Imea, enquanto os estudos seguem em andamento, o fluxo de importações permanece sem alterações no curto prazo, mantendo o abastecimento do mercado brasileiro nos níveis atuais.