Brasil e Argentina vão criar linha de crédito de R$ 3,5 bi para socorro mútuo

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Brasil e Argentina vão criar linha de crédito de R$ 3,5 bi para socorro mútuo

Pelo sistema de empréstimo, o Brasil emprestará R$ 3,5 bilhões de reais para a Argentina, e o país vizinho, 7 bilhões de pesos para o Banco Central brasileiro
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Brasília - O Brasil e a Argentina farão uma troca de crédito de R$ 3,5 bilhões. Os bancos centrais dos dois países criarão uma linha de swap (troca de rendimentos) em moedas locais. O acordo foi firmado nesta quarta-feira (19)pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro da Economia e Produção da Argentina, Amado Boudou.

Pelo sistema de empréstimo, o Brasil emprestará R$ 3,5 bilhões de reais para a Argentina, e o país vizinho, 7 bilhões de pesos para o Banco Central brasileiro. O dinheiro poderá ser sacado em caso de dificuldades financeiras, com pagamento de juros.

As regras da linha de crédito ainda não estão estabelecidas, mas Mantega adiantou que os juros deverão seguir as taxas básicas nos dois países: 8,75% ao ano no Brasil e 11% ao ano na Argentina. Segundo o ministro da Fazenda, os dois lados assinaram apenas um memorando de entendimento para dar início às discussões.

“As assessorias jurídicas e os bancos centrais dos dois países ainda têm que detalhar as questões institucionais e as normas que vão reger esse crédito”, explicou Mantega. Ele, no entanto, disse que não existe previsão de data para a linha de swap entrar em operação.

De acordo com Mantega,o Brasil pretende repetir o mecanismo com os demais membros do Mercosul. Ele ressaltou que a linha de crédito é de caráter preventivo. “Estamos fazendo uma cooperação para fornecer mais segurança financeira”, afirmou.

No final do ano passado, o Banco Central brasileiro assinou um acordo semelhante com o Federal Reserve (banco central norte-americano). A linha de swap entre o Brasil e os Estados Unidos é de US$ 30 bilhões.

Para o ministro argentino, a criação da linha de crédito representa um passo a mais para reforçar a integração no continente. “Desde outubro, Brasil e Argentina fazem as trocas comerciais em moedas locais. O swap é uma peça a mais nesse processo de integração”, declarou Boudou.

Na avaliação de Mantega, as economias do Brasil e da Argentina estão em situação favorável e se recuperarão conjuntamente da crise financeira internacional. “Os dois países têm situação fiscal bastante estável. Ambos fazemos parte do G-20 [grupo das 20 maiores economias do mundo] e estamos entre os países com o menor déficit fiscal em 2009”, disse.

Otimista com o desempenho econômico brasileiro, Mantega disse que, depois de dois trimestres de contração, a economia brasileira já está crescendo. “O [Produto Interno Bruto] PIB do segundo trimestre deve crescer 1,6% ou 1,7%, o que equivale a uma taxa anualizada de 6%”, afirmou.




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