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Brasil e Austrália ampliam cooperação em biotecnologia agrícola

Cientistas australianos conheceram pesquisas desenvolvidas pela Embrapa nas áreas de biotecnologia vegetal e animal


Cientistas australianos visitaram na tarde dessa quarta-feira Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 41 unidades da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Brasília (DF), onde conheceram as pesquisas de biotecnologia nas áreas vegetal e animal. Eles vieram ao Brasil para participar do “Workshop Brasil-Austrália em Inovações de Biotecnologia para a Agricultura”, realizado nos dias 5 e 6 na Sede da Empresa. A delegação era composta de 12 cientistas representando instituições de pesquisa e ensino australianas, como o CSIRO Plant Industry (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation); Universidade de Queensland e a Academia Australiana de Ciência, entre outras.


Segundo a pesquisadora do CSIRO (instituição similar à Embrapa naquele país), Elizabeth Dennis, o Workshop foi um passo determinante para estreitar a cooperação técnica entre os dois países na área de biotecnologia agrícola. “Foi uma oportunidade excelente para o intercâmbio de informações técnicas entre cientistas brasileiros e australianos”, ressaltou.

A partir do evento, foram definidas sete áreas prioritárias para o desenvolvimento de pesquisas em conjunto entre os dois países: genômica de plantas; bioinformática; apomixia em programas de melhoramento; nanobiotecnologia aplicada à agricultura; biotecnologia animal com foco na resistência a carrapatos; marcadores moleculares e melhoramento molecular de cana-de-açúcar.

Segundo Dennis, foram elaborados dois memorandos de entendimentos: um entre a Embrapa e o CSIRO e o outro entre a Empresa e a Universidade de Queensland para desenvolvimento de pesquisas em parceria dentro das áreas definidas. Esses documentos estão sendo analisados pelos responsáveis jurídicos das instituições envolvidas e, de acordo com a cientista, deverão ser assinados nos próximos meses.


Ela acredita que até o final deste ano, a cooperação técnica entre Brasil e Austrália comece a ser implementada, o que inclui troca de conhecimentos e experiências científicas e intercâmbio de pesquisadores entre os dois países.

Visita e intercâmbio de conhecimentos cinetíficos

Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a delegação australiana conheceu as pesquisas para desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas com resistência a pragas, doenças e estresses climáticos e as tecnologias de reprodução animal, com foco especialmente em bovinos, que incluem transferência de embriões e clonagem por transferência nuclear, entre outras.

Os visitantes conheceram também as pesquisas desenvolvidas para o controle de insetos e nematóides que atuam como pragas em culturas agrícolas de importância econômica, a partir do uso de diferentes estratégias moleculares aplicadas à prospecção de genes. As estratégias incluem a identificação e caracterização de moléculas em fontes naturais (microrganismos e vegetais), busca de seus genes, além de estudos de genômica funcional.

Segundo Dennis, a visita à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia permitiu aos cientistas australianos conhecerem na prática as pesquisas e resultados apresentados e debatidos durante o Workshop. “O evento e a visita à Embrapa foram amostras significativas do sucesso da parceria entre os dois países”, acredita. Segundo ela, o Brasil e a Austrália se encontram num patamar tecnológico similar e a cooperação vai levar a muitas inovações na área de biotecnologia agrícola, com ótimos resultados para produtores, consumidores e para a sociedade em geral. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.
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