Brasil tem uma fortuna natural escondida no subsolo
A avaliação destaca que a posição brasileira não se resume ao volume financeiro
A avaliação destaca que a posição brasileira não se resume ao volume financeiro - Foto: Divulgação (IA)
A distribuição global de recursos naturais mostra diferenças relevantes entre países e reforça o peso estratégico de nações com reservas diversificadas. Segundo Gustavo Spadotti A. Castro, chefe-geral da Embrapa Territorial, o Brasil reúne cerca de US$ 22 trilhões em recursos naturais, em um portfólio que inclui ouro, urânio, Ferro, petróleo, madeira e uma biodiversidade sem paralelo.
O levantamento apresentado aponta a Rússia na liderança, com valor estimado de US$ 75 trilhões em recursos naturais, impulsionada por carvão, gás natural, petróleo, madeira e metais de terras raras. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com US$ 45 trilhões, em uma base formada por carvão, madeira, gás natural, ouro e cobre. A Arábia Saudita, fortemente associada ao petróleo e ao gás natural, ocupa a terceira posição, com US$ 34 trilhões.
Na sequência, o Canadá soma US$ 33 trilhões, com recursos como petróleo, urânio, madeira, gás natural e fosfato. O Irã aparece com US$ 27 trilhões, concentrados em petróleo e gás natural. A China registra US$ 23 trilhões, com carvão, terras raras e madeira. Logo depois vem o Brasil, com US$ 22 trilhões, à frente de Austrália, Iraque e Venezuela, conforme os valores estimados para 2021 e arredondados, com base em dados da Statista.
A avaliação destaca que a posição brasileira não se resume ao volume financeiro estimado. A diversidade de recursos amplia as possibilidades de uso econômico, especialmente em áreas ligadas ao agro, à bioeconomia, à agricultura sustentável e à tecnologia. Diferentemente de países mais dependentes de petróleo ou gás, o Brasil combina reservas minerais, energia, madeira, solo, água, clima favorável e diversidade biológica.
O principal desafio, segundo a análise, está em converter essa riqueza natural em valor efetivo para o país. A comparação internacional indica que economias com menor disponibilidade de recursos conseguem extrair mais resultados de seus ativos. Para o Brasil, o avanço dependerá da capacidade de organizar estratégias que transformem esse potencial em desenvolvimento, inovação e competitividade.