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Britânicos criam embrião híbrido humano-vaca

Foi uma criação para desenvolver novas células-tronco para tratamentos de doenças como mal de Parkinson e diabetes


Cientistas confirmaram ter criado um embrião híbrido, humano-animal pela primeira vez no Reino Unido, num esforço para desenvolver novas células-tronco para tratamentos de doenças como mal de Parkinson e diabetes.
Os pesquisadores fundiram material genético humano com células de bovinos que tiveram a maior parte de seu material genético removido. O embrião híbrido resultante é geneticamente 99,9% humano e 0,1% bovino.

A pesquisa -considerada "monstruosa" pela igreja- ainda é preliminar e não foi publicada numa revista científica. Pesquisadores da Universidade de Newcastle, porém, insistem que os resultados são válidos. Eles dizem que o embrião híbrido sobreviveu por três dias no tubo de ensaio.


Os cientistas gostariam que o embrião vivesse por até seis dias, assim poderiam extrair células-tronco embrionárias e fazê-las se diferenciarem em vários tecidos. "O trabalho foi autorizado em janeiro. Algum progresso foi feito, mas ainda não é o resultado definitivo. Apesar disso, está gerando estímulo em razão do debate político atual", afirmou John Burn, professor da Universidade de Newcastle. Os resultados foram apresentados numa conferência em Israel.
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