Cacau recua e mercado aguarda nova safra
A leitura do mercado permanece dividida
A leitura do mercado permanece dividida - Foto: Pixabay
O mercado de cacau começa a semana sob pressão, com os preços próximos das mínimas registradas nas últimas semanas e ainda refletindo a redução do prêmio climático observado no início de julho. Segundo a StoneX, apesar de uma leve alta nesta terça-feira, as cotações continuam em tom defensivo e voltaram a ser negociadas ao redor de US$ 5.000 por tonelada.
O movimento mostra que parte da preocupação recente com o clima perdeu força, ao menos no curto prazo. Com isso, os preços devolveram uma parcela do avanço acumulado no começo do mês, enquanto os participantes aguardam novas informações sobre a próxima safra no Oeste Africano.
A leitura do mercado permanece dividida entre fatores de curto e médio prazo. De um lado, a disponibilidade referente à safra 2025/26 apresenta sinais de melhora. Esse cenário é sustentado pelo volume elevado de entregas da Costa do Marfim e pela recuperação dos estoques certificados da ICE, elementos que ajudam a reduzir a pressão imediata sobre a oferta.
De outro, as atenções seguem voltadas ao potencial produtivo da safra 2026/27. A definição desse quadro dependerá principalmente das condições climáticas nos próximos meses, o que mantém o mercado sensível a qualquer mudança nas perspectivas para a região produtora.
Nesse ambiente, o cacau segue sem uma direção firme. A melhora na oferta disponível limita reações mais fortes dos preços, enquanto as incertezas sobre a próxima temporada impedem uma queda mais consistente. Até que surjam sinais mais claros sobre o desenvolvimento da safra no Oeste Africano, as cotações tendem a continuar reagindo às avaliações de clima, disponibilidade e estoques.