Café arábica cai ao menor nível em um ano e meio
Cenário passou a refletir a possibilidade de superávit global
Cenário passou a refletir a possibilidade de superávit global - Foto: Pixabay
O mercado de café encerrou a última semana sob forte pressão, aprofundando o movimento de baixa diante da mudança nas expectativas globais de oferta. As informações são da StoneX.
O cenário, que antes era marcado por aperto na disponibilidade, passou a refletir a possibilidade de superávit global em 2026/27. Esse ajuste nas projeções pesou especialmente sobre o café arábica, que atingiu o menor patamar em cerca de um ano e meio na bolsa de Nova Iorque.
Além dos fundamentos próprios do setor, o mercado também foi pressionado pelo ambiente macroeconômico. O fortalecimento do dólar no exterior e o novo enfraquecimento do real, com a taxa de câmbio passando de R$ 5,02 para R$ 5,13 ao longo da semana, contribuíram para um movimento negativo no complexo de commodities agrícolas.
No caso do café, o principal fator baixista veio do avanço da colheita brasileira. A divulgação do relatório anual do USDA reforçou a perspectiva de uma safra recorde no Brasil, enquanto a produção colombiana também apresentou desempenho melhor em maio, ampliando a percepção de maior oferta no mercado internacional.
Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do arábica encerrou a semana cotado a US¢ 246,5 por libra-peso, com queda de 1.910 pontos, ou 7,2%, no período. Durante a sexta-feira, o contrato chegou a tocar US¢ 243,30 por libra-peso, renovando as mínimas recentes.
Em Londres, o café também acompanhou o movimento negativo. O contrato de julho encerrou a semana a US$ 3.316 por tonelada, acumulando recuo de 4,6%.
Com isso, o mercado passa a acompanhar de perto o ritmo da colheita no Brasil e a confirmação das estimativas de produção para a safra 2026/27. Caso a perspectiva de oferta elevada se consolide, os preços podem seguir pressionados no curto prazo.