Café arábica recua com pressão vendedora
Outro ponto observado foi a trajetória do real brasileiro
Outro ponto observado foi a trajetória do real brasileiro - Foto: Divulgação
O mercado internacional de café iniciou maio sob pressão, com os contratos futuros de arábica refletindo uma combinação de fundamentos mais favoráveis à oferta e movimentos técnicos de venda. Segundo a StoneX, a semana de 4 a 9 de maio foi marcada por pressão vendedora nos futuros de arábica, com o contrato contínuo chegando aos menores valores em quase um ano e meio.
O movimento ocorreu em um contexto de retorno da percepção de um balanço mais confortável para o ano. Essa leitura ganhou força ao longo da semana e contribuiu para ampliar o viés baixista, especialmente na segunda metade do período, quando fatores técnicos adicionaram nova pressão sobre as cotações.
Além dos fundamentos do setor, o ambiente macroeconômico global permaneceu complexo. As incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio seguem afetando a percepção sobre fluxos logísticos e custos de frete, mantendo cautela entre agentes do mercado. Mesmo assim, no caso do arábica, prevaleceu a leitura de que a perspectiva de maior disponibilidade global tende a pesar sobre os preços.
Outro ponto observado foi a trajetória do real brasileiro, que se aproximou de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024. Esse movimento tem efeito ambíguo sobre o mercado. Ao mesmo tempo em que pode aliviar parte da pressão inflacionária doméstica, também reduz as margens dos exportadores brasileiros quando medidas em reais, o que diminui o incentivo para escoamento de estoques.
No balanço da semana, o contrato de julho do café arábica encerrou cotado a US¢ 274,8 por libra-peso na bolsa de Nova Iorque, acumulando queda semanal de 4,1%. Já o robusta teve desempenho diferente. O contrato de julho terminou a semana a US$ 3.414 por tonelada na bolsa de Londres, com alta semanal de aproximadamente 1,0%.