Caju desponta como uma nova alternativa de renda

Agronegócio

Caju desponta como uma nova alternativa de renda

Barreirinhas (MA) e mais seis municípios próximos também despertam aptidão para a fruticultura
Por: -Franci Monteles
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Portão de entrada do pólo turístico dos Lençóis Maranhenses, Barreirinhas, a 365 quilômetros de São Luís, e mais seis municípios próximos também despertam aptidão para a fruticultura. Aproximadamente 200 famílias de pequenos agricultores estão apostando na produção de caju anão precoce.

O plantio foi iniciado há três anos e já conta com uma área de 35 mil hectares em sete municípios, entre os quais Barreirinhas, Humberto de Campos, Morros e Icatu. São todos pequenos agricultores de áreas de assentamento, que conseguiram apoio financeiro do Banco do Nordeste (BNB), por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Ao longo deste período, foram investidos R$ 3 milhões na plantação de caju. Os recursos financiaram a aquisição de mudas, a compra de fertilizantes, limpeza de áreas e outras ações necessárias à plantação.

A meta do projeto de cajucultura para a região é fortalecer a cadeia produtiva, por meio do incentivo ao plantio e à instalação de pequenas e médias indústrias de beneficiamento da castanha, de produção de poupa e de suco da fruta. A primeira safra do caju anão precoce será próximo ano.

Com a produção do ano seguinte, já será possível identificar o tipo e o porto da agroindústria na região. "Em 2008 vamos fazer uma avaliação para identificar o tamanho da agroindústria que a região poderá abrigar", explica o gerente da agência do BNB São Luís Renascença, Mário Aldo de Melo, responsável pelo acompanhamento do projeto de cajucultura na região. Atualmente, apenas a castanha de caju tem aproveitamento comercial, sendo vendida para as fábricas de beneficiamento do Ceará, segundo Melo. A quantidade produzida ainda é pequena, originária do caju nativo na região. O fruto é desprezado. "Ainda não temos nenhuma política de aproveitamento da poupa do caju", admite o produtor rural, João Batista Silva de Carvalho, membro da Associação dos Trabalhadores Rurais do Povoado Vera Cruz.

A entidade é uma das comunidades que está apostando na cajucultura no município de Barreirinhas. "Nosso plantio está iniciando. Atualmente temos 60 hectares plantados de caju anão precoce", conta Carvalho, referindo-se ao plantio da associação.

A partir de 2004, os produtores começaram a adquirir mudas de caju anão precoce para plantar com o objetivo de aumentar a produção para desenvolver a cadeia. A associação também trabalha com a produção dos pés de caju natural da região.

Enquanto aguardam para colher os frutos da cajucultura, os produtores têm no cultivo de mandioca o carro-chefe da produção. A região produz oito toneladas por hectare.

Da mandioca é produzida a farinha, vendida no próprio município e em São Luís. Em média, cada produtor produz cerca de 50 sacas (de 50 quilos) de farinha por safra.

A produção também é considerada pequena e os produtores vêem na cajucultura uma forma de aumentar a renda familiar. O caju é uma das poucas culturas com aptidão natural para esta região maranhense.

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