Calor reduz qualidade da soja nos Estados Unidos
Agosto mantém mercado atento à soja dos EUA
Foto: Pixabay
A qualidade das lavouras de soja nos Estados Unidos recuou em relação ao ano passado, mas a expectativa de uma safra recorde segue sustentando as projeções para a produção norte-americana. A avaliação consta na análise semanal divulgada na segunda-feira (3) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Segundo o Imea, as mudanças climáticas observadas no país têm impactado diretamente as lavouras localizadas no Corn Belt, principal região produtora de grãos dos Estados Unidos. De acordo com o relatório do USDA, o percentual de áreas classificadas como boas e excelentes caiu 6 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025, passando de 70,25% para 64,25%.
O instituto explica que essa piora na condição das lavouras está relacionada à antecipação da floração da soja, provocada pelas altas temperaturas registradas nas últimas semanas. Nessa fase do desenvolvimento, a cultura é especialmente sensível ao calor excessivo, o que pode comprometer o potencial produtivo das plantas.
Apesar desse cenário, o Imea destaca que as estimativas apresentadas pelo relatório WASDE, do USDA, continuam indicando uma produção recorde nos Estados Unidos. A projeção atual é de 131,6 milhões de toneladas, volume 1,2 milhão de toneladas superior ao estimado no mês anterior.
Ainda assim, o clima permanece como um dos principais fatores acompanhados pelo mercado. Conforme ressalta o Imea, agosto é considerado um mês decisivo para a definição do potencial produtivo da soja norte-americana, o que mantém os agentes atentos à evolução das condições climáticas e ao desenvolvimento das lavouras.