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Cana-de-açúcar: Goiás projeta 79,6 milhões de toneladas

Etanol de milho cresce e muda o cenário


Foto: Canva

Goiás deve produzir 79,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, segundo dados divulgados pelo Sistema Faeg com base em projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da retração de 0,6% ante o ciclo anterior, a estimativa mantém o estado entre os principais produtores do país e evidencia a competitividade da cadeia sucroenergética goiana.

A área cultivada deve ficar em aproximadamente 1,02 milhão de hectares, queda de 0,9% em relação à safra 2025/26. Já a produtividade média está estimada em 77,98 toneladas por hectare. A pequena redução na produção, portanto, está relacionada principalmente à menor área cultivada, sem indicação de perda significativa de rendimento dos canaviais.

Segundo dados divulgados pelo Sistema Faeg com base na série histórica da Conab, a produção estadual de cana-de-açúcar cresceu 17,8% nos últimos dez anos, enquanto a produção brasileira avançou cerca de 7,3%. No mesmo período, Goiás ampliou em aproximadamente 6,1% a área colhida. No Brasil, houve retração próxima de 1%.

O desempenho mostra que o crescimento do setor goiano não depende apenas da expansão da área. Ganhos de produtividade, renovação dos canaviais, evolução genética, novas tecnologias de manejo e maior eficiência operacional e industrial também contribuíram para fortalecer a cadeia.

Outro indicador que reforça a relevância do estado é o Açúcar Total Recuperável (ATR). Segundo dados divulgados pelo Sistema Faeg com base na projeção da Conab, Goiás deve alcançar aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de ATR na safra 2026/27.

O volume coloca o estado na terceira posição nacional, atrás de São Paulo e Minas Gerais. A quantidade de cana processada e a concentração de ATR influenciam diretamente o potencial de geração de produtos sucroenergéticos e a eficiência econômica das unidades industriais. Na produção de açúcar, Goiás deve alcançar aproximadamente 3 milhões de toneladas e também permanecer na terceira colocação do ranking nacional.

No mercado de biocombustíveis, Goiás ganha ainda mais destaque. A produção de etanol de cana-de-açúcar está estimada em 4,6 bilhões de litros. Segundo dados divulgados pelo Sistema Faeg com base na projeção da Conab, esse volume corresponde a cerca de 15,4% da produção brasileira e coloca Goiás na segunda posição entre os produtores nacionais.

Além da cana-de-açúcar, Goiás amplia sua participação na produção de etanol de milho. Para o etanol anidro, a projeção aponta produção de aproximadamente 420,1 milhões de litros na safra 2026/27. O volume representa uma redução de apenas 0,2% em relação aos 421,1 milhões de litros estimados para o ciclo anterior, indicando estabilidade.

Já o etanol hidratado de milho apresenta expansão expressiva. A produção deve saltar de aproximadamente 361,4 milhões de litros em 2025/26 para 758,6 milhões de litros em 2026/27, alta estimada em 109,9%. Com isso, a produção total de etanol de milho deve passar de 782,5 milhões para 1,17 bilhão de litros, crescimento de aproximadamente 50,6%.

O avanço é puxado principalmente pelo etanol hidratado, que mais que dobra no período e compensa a estabilidade observada na produção de etanol anidro. Os dados divulgados pelo Sistema Faeg com base nas projeções da Conab reforçam, assim, o papel estratégico de Goiás na produção de cana-de-açúcar, açúcar e biocombustíveis, com crescimento sustentado por produtividade, tecnologia e eficiência da cadeia sucroenergética.

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