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Alerta aponta risco na oferta de fosfatados

O quadro é diferente no potássio


O quadro é diferente no potássio O quadro é diferente no potássio - Foto: Canva

A oferta global de fertilizantes fosfatados voltou ao centro das preocupações do setor diante de limitações no fornecimento de matérias-primas e de incertezas provocadas por conflitos internacionais. O cenário preocupa porque o Fósforo tem papel essencial na nutrição das lavouras e não conta com substituto direto na produção agrícola.

O alerta foi feito por Bruce Bodine, CEO da Mosaic, em teleconferência com analistas. Segundo ele, não haverá fosfato suficiente para atender à demanda mundial. A avaliação considera os efeitos de conflitos sobre cadeias relevantes para a fabricação de fertilizantes fosfatados, incluindo matérias-primas originadas no Oriente Médio e rotas afetadas pela guerra na Ucrânia.

Bodine afirmou que quase 20% do fosfato e metade do enxofre movimentados por via marítima têm origem no Oriente Médio. Esse peso regional amplia a preocupação com a oferta, principalmente em um momento em que produtores demonstram cautela nas compras por causa de margens mais pressionadas. Para o executivo, a postergação ou redução prolongada da aplicação de fosfatados pode trazer consequências para o solo e para a produtividade.

Na avaliação apresentada por ele, a falta de reposição adequada desses nutrientes pode comprometer o equilíbrio do solo ao longo do tempo. A mensagem reforça a importância dos fosfatados em um mercado que já convive com maior insegurança no fornecimento e custos elevados para produtores.

O quadro é diferente no potássio, segmento em que a Mosaic vê demanda mais firme. Grandes mercados, como Estados Unidos e Ásia, continuam comprando, em uma dinâmica global considerada mais equilibrada entre oferta e demanda. Bodine citou que a Canpotex já estava com a produção comprometida até junho e projetou estoques apertados no segundo trimestre.

No Brasil, a companhia mantém uma postura mais cautelosa. O CEO afirmou que a Mosaic tem ajustado o ritmo de vendas e sido mais seletiva na alocação de capital diante de um ambiente de crédito mais complexo. Após a desativação da planta de Araxá e das atividades de mineração em Patrocínio, em Minas Gerais, a empresa avalia alternativas para os ativos, incluindo venda e um projeto de nióbio em Patrocínio.
 

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