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Chicago registra maior cotação da soja desde 2024

Mercado da soja reage a clima e conflitos globais


Foto: Pixabay

A cotação da soja voltou a subir na Bolsa de Chicago durante a semana de 17 a 23 de julho e se consolidou acima de US$ 12,00 por bushel, conforme análise divulgada nesta quinta-feira (24) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema). O primeiro contrato encerrou o pregão em US$ 12,37 por bushel, ante US$ 11,95 registrados uma semana antes. Ao longo da semana, o mercado atingiu o maior valor desde o fim de maio de 2024.

Segundo a Ceema, três fatores explicam o movimento de alta. O primeiro é o clima nos Estados Unidos, que mantém o mercado especulando sobre possíveis perdas nas lavouras de soja. O segundo envolve o agravamento dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, que impulsionou as cotações do trigo e acabou influenciando também os preços da soja, além de afetar os mercados de gás e petróleo. O terceiro fator foi a retomada das tensões entre Irã e Estados Unidos após o fracasso do recente cessar-fogo, cenário que elevou ainda mais o preço do petróleo e fortaleceu as cotações do óleo de soja em Chicago. Com a valorização também do farelo, o grão ganhou sustentação adicional. A Ceema destaca que o barril do petróleo Brent passou de US$ 72,16, em 1º de julho, para US$ 86,15 no dia 23, alta de 19,4% em 22 dias. No mesmo período, a libra-peso do óleo de soja avançou de 66,74 para 75,48 centavos de dólar, ganho de 13,1%, enquanto o farelo de soja alcançou US$ 331,60 por tonelada curta em 22 de julho, maior cotação em quase dois meses.

Apesar da valorização dos contratos, a Ceema ressalta que a safra norte-americana continua apresentando boas condições de desenvolvimento. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), referentes a 19 de julho, mostram que apenas 8% das lavouras estavam classificadas entre ruins e muito ruins. Outros 26% foram avaliados como regulares e 66% apresentavam condições entre boas e excelentes, indicando que, mesmo com períodos de clima mais seco, o potencial produtivo segue elevado.

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