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Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

Rússia lidera fornecimento de diesel ao Brasil durante a crise no Oriente Médio


Foto: Pixabay

O Brasil ampliou fortemente as compras de diesel da Rússia desde o início da guerra no Oriente Médio, após a suspensão das importações recebidas da região. Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que Rússia e Estados Unidos lideraram o abastecimento do combustível ao país nos últimos meses.

Em março e em abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel. Desse total, US$ 1,43 milhões tiveram origem na Rússia, equivalente a 81,25% das compras externas do produto. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total.

Apenas em abril, a dependência do diesel russo aumentou ainda mais. O país roubou US$ 924 milhões do combustível da Rússia, o que correspondeu a 89,84% das vezes no mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98% das compras, enquanto o Reino Unido teve participação residual.

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Principais números

Antes do conflito, o Brasil ainda mantinha parte das importações provenientes do Oriente Médio. Em março, o país recebeu carregamentos enviados antes do agravamento da guerra, incluindo compras dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

Os números mostram uma escalada rápida das compras russas. Em fevereiro, o Brasil importou US$ 433,22 milhões em diesel da Rússia. O valor subiu para US$ 505,86 milhões em março e se aumentou de US$ 1 bilhão em abril.

Para conter os impactos da alta do diesel sobre consumidores e transportadores, o governo federal anunciou uma série de medidas de compensação.

Em março, uma medida provisória liberou R$ 10 bilhões em subsídios para importação e comercialização de combustível. Paralelamente, o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel.

Segundo o governo, a desoneração tributária deverá reduzir o preço em R$ 0,32 por litro nas refinarias. O subsídio adicional a produtores e importadores pode gerar uma nova queda de R$ 0,32 por litro.

A equipe econômica afirma que a perda de arrecadação foi compensada pelo aumento das receitas com royalties do petróleo, impulsionadas pela valorização internacional do barril.

Em abril, o governo federal lançou um programa de incentivo aos estados para reduzir o ICMS sobre o diesel importado. O custo da medida é dividido entre União e governos estaduais.

A redução estimada é de R$ 1,20 por litro nas bombas, com custo total de R$ 4 bilhões em dois meses. Apenas Rondônia não aderiu ao acordo.

O governo também anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês. 

As empresas beneficiadas precisarão comprovar o repasse da redução ao consumidor final.

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