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Soja fecha semana marcada por volatilidade

Preços da soja recuam no Brasil


Foto: Canva

As cotações da soja registraram forte volatilidade no início de maio, influenciadas principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, pelo comportamento do petróleo e pelas expectativas em torno do novo relatório de oferta e demanda dos Estados Unidos. A avaliação consta na análise semanal divulgada nesta quinta-feira (7) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 1º a 7 de maio.

Segundo o relatório, o primeiro mês cotado em Chicago chegou a US$ 12,07 por bushel no dia 4 de maio, impulsionado pela possibilidade de continuidade do conflito no Oriente Médio. O movimento também levou o óleo de soja a atingir 78,40 centavos de dólar por libra-peso no dia 5, uma das maiores cotações já registradas para o subproduto.

No entanto, o cenário mudou rapidamente nos dias seguintes. Em apenas três dias, o bushel da soja recuou para US$ 11,77, queda de 2,5%, após o anúncio de que os Estados Unidos não pretendiam mais intervir no Estreito de Ormuz e buscariam um acordo de paz com o Irã. Uma semana antes, a cotação estava em US$ 11,82 por bushel. A média de abril encerrou em US$ 11,67, com leve recuo de 0,26% em relação a março.

O mercado também acompanha com atenção o próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, previsto para o dia 12 de maio. O documento deverá trazer as primeiras projeções para a safra 2026/27, e a expectativa é de números considerados baixistas para a soja.

Outro fator monitorado pelos agentes do mercado é o avanço do plantio nos Estados Unidos. Até o dia 3 de maio, 33% da área prevista já havia sido semeada, acima da média histórica de 23% para o período. Do total plantado, 13% já haviam germinado, enquanto a média histórica é de 5%.

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário destaca ainda que a queda nas cotações ao longo da semana também esteve ligada ao recuo do petróleo. Após declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre a busca de um acordo de paz com o Irã, o barril do petróleo Brent caiu para perto de US$ 100, após ter se aproximado de US$ 120 dias antes.

Apesar do movimento de baixa, o mercado segue sensível aos fatores geopolíticos e climáticos. “O mercado da soja continua muito volátil e sensível aos fatores ligados à guerra e ao clima nos EUA”, aponta a análise. O relatório também menciona a expectativa em torno de uma reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, da qual podem surgir novos acordos comerciais.

No Brasil, os preços da soja também recuaram, pressionados pela valorização do real frente ao dólar. Durante a semana, a moeda norte-americana atingiu R$ 4,91, menor patamar em cerca de dois anos. No Rio Grande do Sul, a média estadual ficou em R$ 115,92 por saca, enquanto as principais praças trabalharam em torno de R$ 112,00. Nas demais regiões do país, os preços variaram entre R$ 101,00 e R$ 112,00 por saca.

A colheita da soja brasileira se aproxima do fim, e a estimativa de produção nacional varia entre 178 milhões e 181 milhões de toneladas, apesar das perdas registradas no Rio Grande do Sul. A produtividade média no país pode alcançar 61,8 sacas por hectare. Segundo a análise, o clima favorável nas demais regiões produtoras ajudou a compensar parte das perdas gaúchas.

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