CBB lança Sensor de Inversão Térmica Embarcado (SITE)
Maior eficiência nos controles e evita derivas incontroláveis
O CBB (Centro Brasileiro de Bioaeronautica) acaba de anunciar o lançamento do SITE (Sensor de Inversão Térmica Embarcado) De acordo com o responsável, Marcos Vilela, trata-se de um “sensor embarcado de grande precisão e baixo custo, que monitora durante a operação as inversões térmicas da atmosfera. Nas aplicações aéreas tem se mostrado uma grande ferramenta garantindo maior eficiência nos controles e evitando as derivas incontroláveis”.
Ele explica que “muitos problemas de deriva ocorrem na aplicação aérea de defensivos, quando a atmosfera próxima ao solo se encontra na condição de inversão térmica. Isso acontece porque a temperatura da camada de ar nas proximidades do solo (dois metros) é menor que as temperaturas das camadas acima dela (cinco, dez e 20 metros). Em condições normais a temperatura do ar é maior próxima ao solo e diminui com a altitude”.
“Quando o ar nas camadas superiores é mais frio e mais pesado a sua tendência é descer, levando as neblinas para dentro da lavoura. Quanto maior for essa diferença de temperatura (gradiente), maior será a penetração e melhor o controle biológico. Entretanto por força de fenômenos meteorológicos como penetração de massas de ar frio, grande irradiação de calor nas noites claras, baixo aquecimento pela radiação solar nos dias nublados e chuvosos; esse gradiente térmico pode se inverter tanto durante o dia como durante a noite”, acrescenta.
Vilela ressalta que, “em condições de inversão, o ar das camadas superiores é mais quente e mais leve e sua tendência é subir, levando a neblina para fora da lavoura. Isso prejudica o controle e deixa uma quantidade de princípio ativo sobre a lavoura que vai sofrer uma deriva incontrolável, levada pelas brisas leves a distâncias dez vezes maiores do que as derivas normais podendo atingir quilômetros de distância”.
“Além de comprometer a eficiência das aplicações, as inversões térmicas provocam grande contaminação ambiental e na aplicação de herbicidas a destruição de lavouras susceptíveis fora da área-alvo. A única alternativa para evitar os danos das inversões térmicas sobre as lavouras é identificar o fenômeno no início da aplicação e suspender a aplicação naquela área, naquele momento, retornando para a pista de operação para aguardar condições favoráveis, como ocorre nas condições de ventos fortes”, alerta.
O especialista lembra que “as inversões térmicas podem ocorrer durante todo o dia e de noite, mas são mais comuns de manhã no início das aplicações e no final da tarde. O sensor embarcado que acabamos de desenvolver indica no final de cada tiro, na curva de retorno a condição do gradiente térmico. luz verde na subida – ou luz vermelha na descida, temperatura invertida”.
Ele explica que, para aumentar a eficiência biológica e os rendimentos operacionais, há uma “tendência mundial de diminuir o diâmetro das gotas das neblinas de pulverização e os volumes aplicados por hectare o que aumenta o potencial das derivas pelo aumento da porcentagem de gotas abaixo de 150 micrometros”.
“A influência das inversões nas derivas e nos controles é estudada por pesquisadores Ingleses, Canadenses e Americanos desde a década de 1950 e os trabalhos indicaram sempre a necessidade de monitorar a Estabilidade Atmosférica através de torres especiais e parar as aplicações nas condições de inversão térmica”, conclui.