CEIP garante qualidade e melhoramento genético do rebanho
O Ceip funciona como um atestado de qualidade para bovinos de corte analisados geneticamente
Em tempos de lucros apertados, quando padronização e qualidade de carcaça determinam a credibilidade do produto, e os mercados tornam-se cada vez mais exigentes, investir em genética passa a ser indispensável. Para aumentar a qualidade e credibilidade do produto brasileiro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mantêm diversas medidas, entre elas a emissão do Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), que se destaca por garantir que empresas, como a Agro-Pecuária CFM (São José do Rio Preto, SP), líder na produção de touros Nelore e Montana atestados pelo certificado, propiciem aos seus clientes animais de ponta, capazes de contribuir com o melhoramento genético dos plantéis, gerando ganhos reais de produtividade.
O Ceip funciona como um atestado de qualidade para bovinos de corte resultantes de programas de seleção (sejam de cruzamento planificado ou de raças puras), que analisados geneticamente atinjam níveis superiores dentro do rebanho avaliado. É uma espécie de atestado emitido por entidades credenciadas no Mapa, que certificam somente animais de alta performance produtiva, de acordo com a avaliação e seu ranking pelo Índice de Seleção baseado na sua produtividade, fertilidade e qualidade da carcaça.
“O Ceip não exerce diretamente influência sobre o mercado interno e exportações brasileiras de carne bovina, porém, acreditamos que, com a crescente entrada no mercado de reprodutores provadamente superiores para características de qualidade da carcaça (o que é muito comum nos animais com o certificado), vamos gerar melhores animais ao abate, com carne de qualidade atendendo os mais diversos nichos de mercado nacionais e internacionais, elevando o patamar de nossos produtos e, concomitantemente, aumentando a comercialização de nossa carne”, explica Felipe José de Carvalho Corrêa, Zootecnista e Fiscal Federal Agropecuário responsável pelos Programas de Melhoramento Genéticos autorizados pelo Mapa. .
De acordo com o Fiscal do Mapa, em todo o país, somente cerca de 15 mil touros são reconhecidos dentro do sistema de qualidade, provenientes de 15 empresas outorgadas a emissão do certificado. A pequena quantidade de empresas se justifica: há uma série de exigências que precisam ser obrigatoriamente cumpridas, conforme as Portarias Ministeriais nº 267 de 04/05/95 e SDR nº 22 de 02/08/95.
De acordo com as Portarias, as empresas só são credenciadas pelo Ministério após aprovação do programa de seleção e da equipe técnica responsável pelo projeto. Além disso, o Índice de Seleção precisa ser baseado em características produtivas e comprovar ganhos efetivos a cada geração.
Para garantir o cumprimento das normas, o Mapa fiscaliza periodicamente todos os projetos autorizados e as empresas credenciadas também são obrigadas a transferir informações zootécnicas dos animais submetidos à seleção para uma base de dados, sob a responsabilidade do Ministério.
Segundo Teixeira, um ponto importante é que os animais com Ceip, que garantem então uma efetiva melhora da produtividade de carne de qualidade, são comercializados quase na sua totalidade para os produtores comerciais e, dessa forma, apresentam preços muito competitivos e adequados a produção de carne a pasto. “Esses valores viabilizam o acesso a essa genética de qualidade para qualquer produtor que esteja realmente interessado em melhorar a qualidade da sua produção”, completa o coordenador de pecuária da CFM. As informações são da assessoria de imprensa da CFM Agro-pecuária.